"Palmeiras não quer o campeonato. Quer é vencer o Corinthians."

7 de novembro de 2019 356

São Paulo, Brasil

"Não, eles não querem ganhar o campeonato, eles querem ganhar do Corinthians. Faz parte."

Andrés Sanchez não mediu palavras após a vitória sobre o Fortaleza por 3 a 2, no Itaquerão. Primeiro jogo sem Fábio Carille, a quem demitiu 'com gosto'.

A provocação foi pelo fato de o rival começar a partida contra o Vasco sem sete titulares, poupados para o clássico, sábado, no Pacaembu.

Daí a ironia.

O presidente tinha vários motivos para comemorar.

Além do medo assumido do Palmeiras, o Corinthians voltou a vencer depois de oito jogos, e atuando no ataque, como exige Andrés.

O time atuou muito mais solto sob o comando de Coelho, enquanto Tiago Nunes não assume a equipe, assim que o Brasileiro acabar.

O dirigente corintiano queria era dar a resposta à diretoria do Athletico Paranaense. Mais precisamente a Mario Celso Petraglia, homem forte do futebol no clube de Curitiba.

O Athletico divulgou nota criticando o assédio financeiro do Corinthians, que convenceu Tiago Nunes a não querer renovar seu contrato.

"O Athletico mandou uma nota inacreditável, os médicos que trataram o Petraglia  são excelentes, tem que agradecer a eles.

"O Petraglia tem um bom senso total.

"É só perguntar à Ponte Preta, ao Santos, ver o que eles fizeram com Pituca, Bambu, Cittadini, Abner que estava contratado da Ponte Preta."

Andrés ironizou outra vez.

Porque todos os clubes a quem pertenciam esses jogadores reclamam do assédio do Athletico Paranaense.

Andrés ainda

"É o que o Athletico fez há dez dias num América x Ponte Preta, mandaram ir lá contratar o Felipe, técnico do América. Isso aí eles não põem na nota."

O dirigente seguiu como acertado com Tiago Nunes. Seguiu negando o óbvio. Que não esteja já tudo certo com o técnico para 2020.

"Ele é um treinador jovem, em pouco tempo de carreira tem dois, três, quatro títulos. Tem outras ideias, e vamos fazer isso.

"A nossa preferência é o Tiago Nunes, mas não está certo, até porque outros times, como o Inter, fizeram ofertas quase irrecusáveis", dizia, buscando valorizar ainda mais o técnico que ele sabe está com os dois pés no Corinthians.

"É difícil dizer 'não' ao Corinthians", esnobava.

Mas será Coelho quem comandará o time nas sete partidas que restam.

O sonho é conseguir uma vaga na Libertadores de 2020.

E jogando no ataque, como exige o dirigente, e Carille não fazia.

Inclusive no sábado.

Contra o Palmeiras...