Palmeiras comprova a obsessão por treinadores portugueses
O Palmeiras tem novo treinador e ele se chama Abel. Calma, calma, não é aquele Abel. O Braga, campeão do mundo pelo Inter e recentemente defenestrado do Flamengo para a ascensão de Jesus.

Porém, Abel Ferreira, o português agora um pouco italiano, com certeza, também é Braga. Mas ele é Sporting de Braga, o clube que lhe deu a primeira chance no futebol profissional.
Abel Ferreira está com 41 anos e se destacou ao levar o time de meio de tabela do Campeonato Português até próximo do topo, superando o Sporting de Lisboa e chegando a encarar por boa parte da Liga Portuguesa os gigantes Benfica e Porto.
Tão decantados por aqui. Porém, a experiência recente com Jesualdo Ferreira no Santos, campeão diversas vezes com o Porto, mostra que não é segurança de sucesso vir da terrinha.
Ah, mas ele era antigo. Pois, Paulo Bento, não é tão veterano e fracassou no Cruzeiro e Sá Pinto não começa bem sua trajetória no Vasco. E olha que no clube das caravelas, eles entendem bem de lusitanos.
Brasileiros também podem desenvolver bons trabalhos
Os treinadores brasileiros desde que motivados e adequadamente preparados podem, de mesma forma, fazer bons trabalhos. Não basta a formação e o conhecimento do futebol nacional. É verdade. Mas isso pode ser o fator de desequilíbrio em favor de um clube brasileiro em competições que são típicas da nossa cultura, do nosso jeito de jogar.
Ignorar a capacidade dos técnicos daqui é um erro primário. Tão primário quanto imaginar que todo técnico estrangeiro que vier atuar no Brasil terá sucesso. Como há de ser no esporte. O insucesso é o mais comum. É diferente da vida quando cada um pode vencer à sua maneira.
No esporte a pecha do segundo é o primeiro dos últimos acaba prevalecendo. Mesmo para quem não acredita nisso. Pois, cabe ao primeiro o ouro, a taça, o maior montante de dinheiro. É primordial das competições.