Disse isso no processo de renovação. "O que pode fazer você não ficar?", perguntou Landim. Jesus respondeu que a situação não era confortável, porque a pandemia poderia atrasar o retorno das competições no Brasil. "Isto não faz sentido. O estadual vai retornar em junho e o Brasileiro no dia 9 de agosto", disse Landim a Jesus antes da assinatura do contrato.
O português renovou e, então, o Flamengo entendeu que não há mais o que conversar. Está sacramentado. Há as condições do contrato para a saída, mas também o compromisso que Jesus assumiu com o grupo de jogadores de tentar voltar ao Mundial para vencer. Veja, não é um compromisso com o Flamengo, mas com os atletas que comanda.
Antes do Mundial, há o estadual. O Fluminense armou uma grande arapuca defensiva e o Flamengo não soube sair dela. Odair Hellmann vive o dilema de repetir a estratégia, já conhecida pelo rival, ou de mudá-la e convencer seus jogadores de que é a melhor escolha. Seria como dizer a eles: "Parabéns, empatamos e vocês foram brilhantes. Agora vamos mudar tudo." Que confiança receberia de seus atletas?
Jesus sabe disso e pretende conquistar o estadual. Neste domingo, ele está concentrado no Campeonato Carioca, na decisão, no Fluminense. Depois de ser campeão -- ou vice -- pode pegar um avião e se encontrar com Luis Filipe Vieira no Solar dos Presuntos, pertinho da Avenida da Liberdade, no centro de Lisboa. Antes de quarta-feira, não.
Jorge Jesus sabe que virou uma celebridade pelo que venceu pelo Benfica e pelo Flamengo. Perder o próximo título é também perder um pouco de seu enorme prestígio. Não vai haver decisão sobre seu destino antes de se conhecer o novo campeão carioca.
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