Léo Moraes vai para o 'tudo ou nada' ao lançar Flori governador nas eleições deste ano

28 de janeiro de 2026 38

O prefeito de Vilhena, filiado ao Podemos, terá apoio do prefeito de capital, que vai testar sua capacidade de transferência de votos para um candidato sem capilaridade; veja este e outros assuntos

Teste de

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos) anunciou que pretende apoiar (e cacifar) a candidatura do também prefeito de Vilhena, Delegado Flori , ao governo nas eleições deste ano. Será um teste inicial (e apoio definitivo) ao poder de transferência de votos e indicará um candidato sem capilaridade em nível de Estado. Flori, que foi eleito e reeleito, passou os últimos anos na 'bolha vilhenense', sem se preocupar em abrir frentes políticas e alianças pelo Estado. É uma candidatura, à princípio, insípida, embalada até o momento apenas pela prestígio que Moraes tem junto à população da capital.

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Como prefeito, Flori se envolveu em uma série de polêmicas. Comprou briga com a área de saúde, com empresários locais, privatizou a saúde municipal, orientada em parte pelo ex-secretário de Saúde de Rondônia e atual deputado federal Fernando Máximo (UB) , que descobriu em uma série de reclamações por parte da população local. O Podemos, partido que Léo comandou no Estado, tem quadros com capilaridade mais ampla, como o também delegado, e o deputado estadual Rodrigo Camargo , da região de Ariquemes e possível nome da legenda ao Senado.

Assembléia

Além de testar sua força com Flori, Moraes também quer construir uma nomeação forte no âmbito estadual, e trabalha para eleger seu irmão, Paulo Moraes JR , deputado estadual, o que provocou o rompimento com o vice-prefeita de Léo, Magna dos Anjos , ligado ao ex-deputado estadual (a quem tem como mentor) Valter Araújo . Em relação a seu irmão, Léo tem razão, afinal, no campo político é mais fácil trabalhar com alguém próximo, que irá contra os interesses do clã em algum momento, a mesma fidelidade não se pode esperar de Magna. Léo teve um primeiro ano de desafios, enfrentou um cenário de falta de liquidez na caixa, correu atrás e conseguiu emplacar a capital em uma série de programas do governo federal, cujos resultados deverão começar a ser vistos com mais claramente a partir deste ano.

Zebras

Porém, o eleitorado rondonienses é uma incógnita, e Léo sabe bem disso, já que conseguiu derrotar a candidatura favorita que tinha amplo apoio nas esferas municipais e estaduais, e pretende, ao que tudo indica, repetir o feito com o prefeito de Vilhena encabeçando a chapa majoritária. Os efeitos desta aposta deverão começar a reverberar a partir de março, quando as candidaturas começarem a ser, de fato, colocadas na mesa. Se Léo obtiver sucesso, conseguindo com que seu candidato atinja mais de dois dígitos nas intenções de votos, ou ao menos aplicações entre os três primeiros apresentados, já será um grande feito.

Ponto de men

A grande novidade desta eleição foi uma manobra feita pelo Partido dos Trabalhadores de Rondônia, que conseguiu levar para a legenda, o ex-deputado federal Expedito Netto, filho do ex-senador Expedito Júnior, líder do PSD no Estado, que tem candidato próprio, o prefeito de Cacoal Adaílton Fúria, cujo nome polarizou com o senador Marcos Rogério (PL).

Reflexos

A entrada de Netto na disputa atrapalha diretamente o candidato de seu pai, que poderia captar votos no campo da esquerda e do centro moderado. Com próprio candidato, o PT lança uma bomba atual nos candidatos, que davam a legenda como 'fora do jogo'. Atualmente o PT não conta apenas com a deputada estadual Cláudia de Jesus e apenas seis vereadores em todos os 52 municípios, sendo um em Corumbiara (Hélio do Sindicato); um em Mirante da Serra (Ezequiel Goedert), um em Nova Mamoré (André do Sindicato), três em Teixeirópolis (Dãozinho, Nurizete e Jumar Negrini).

Cada volta é um recomeço

A chegada de Netto, além de trazer 'novos ares', também é um recomeço em busca do protagonismo perdido há tempos, desde que Roberto Sobrinho comandou um capital por dois mandatos, encerrando a carreira política em uma série de escândalos e secretários (além do próprio) sendo preso em operações deflagradas pelo Ministério Público. Roberto conseguiu livrar-se de praticamente todas as acusações, mas o esforço político foi imenso.

Subiu no Oi

Ao que tudo indica, Marcos Rocha deve mesmo permanecer no cargo até o fim do mandato, abrindo mão de disputar o Senado. Apesar do governador já ter anunciado em entrevistas que pretende ficar no cargo, uma ala do governo ainda acredita em uma mudança de opinião. Alguns mais eufóricos chegam a afirmar que se trata de uma 'estratégia' para não 'queimar o nome', mas a situação não é tão confortável.

Sinuca

Até os bagres do madeira sabem que a briga entre Marcos Rocha e o vice-governador, Sérgio Gonçalves foi um fator determinante para a indecisão sobre deixar ou não a carga. Caso Gonçalves venha a assumir, a probabilidade dele sabotar o futuro político da família Rocha é altíssima. Daí a principal motivação para Rocha ficar onde está. Até porque nuvens pesadas se aproximam de Rondônia e prometem deixar as 'águas de março' mais revoltas. Se manter no cargo, é a forma mais segura de manter a blindagem. Ao menos até 2027.

Na briga

A deputada federal Sílvia Cristina (PL) está animada com sua candidatura ao Senado, e não é para menos. Com trabalho diferenciado à frente da bancada federal, a deputada voltou todos os seus esforços (e recursos) para os trabalhos sociais, entre eles o Hospital do Amor, que atende milhares de pacientes no Estado. No campo ideológico, a deputada vem seguindo a cartilha do Progressistas, sua legenda que é oposição ao governo Lula. Porém, sem se deixar contaminar pelas forças mais alopradas.

Curiosidade

A prefeitura de Porto Velho projetou no orçamento de 2026, R$ 1.543.329.347,00 para pagar despesas com pessoal e encargos sociais, incluindo a Câmara Municipal. É a maior rubrica do município.

Jogo de cena

O governador de Santa Catarina suspendeu o ingresso de alunos cotistas nas instituições de ensino superior estaduais sabendo que o ato era inconstitucional. A jogada teve dois objetivos claros, agradar parte do eleitorado catarinense que é mais à direita e destruir o judiciário, que sai como o 'grande vilão' da história. Nesta terça-feira, o TJSC suspendeu o ato governamental.

De volta em

A coluna PAINEL POLÍTICO retornará em fevereiro, com modelo inovador, além de textos, também vídeos curtos e entrevistas. No primeiro momento eles serão sem paywall, e posteriormente estarão disponíveis aos assinantes do blog. Também daremos mais ênfase ao noticiário econômico, que está diretamente ligado ao fator político.

 

Fonte: ALAN ALEX
PAINEL POLITICO (ALAN ALEX)

Alan Alex Benvindo de Carvalho, é jornalista brasileiro, atuou profissionalmente na Rádio Clube Cidade FM, Rede Rondovisão, Rede Record, TV Allamanda e SBT. Trabalhou como assessor de imprensa na SEDUC/RO foi reporte do Diário da Amazônia e Folha de Rondônia é atual editor do site www.painelpolitico.com. É escritor e roteirista de Programas de Rádio e Televisão. .