A seleção encerrou nesta terça 14 dias de preparação em Teresópolis que foram marcados por turbulências. E isso que a ideia de levar o elenco ao seu centro de treinamento era justamente aproveitar a paz e a tranquilidade oferecida pela Granja Comary, que só costuma registrar barulho quando as dezenas de gansos que nadam pelo lago que a compõe se agitam.

"Esses dias foram importantes para os jogadores se entrosarem com o estilo de jogo", disse o lateral-esquerdo Alex Sandro, da Juventus. "É importante ter esses dias de concentração para os jogadores ficarem sintonizados".

Apesar das duas semanas de concentração, Tite não conseguiu comandar um único treino com elenco completo. Além de Alisson e Roberto Firmino, o goleiro Cássio, do Corinthians, irá se integrar à delegação já em Brasília, nesta quarta-feira, e o lateral-direito Fagner chegou nesta terça à Teresópolis, mas não pode treinar ainda porque se queixa de dores na coxa esquerda.

 
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A ausência desses jogadores na Granja Comary já era esperada pela comissão técnica, mas os problemas envolvendo Neymar atrapalharam de vez a preparação. Primeiro o jogador mais badalado do time - considerado "tecnicamente imprescindível" - acusou dores no joelho esquerdo e ficou dois dias sem treinar com bola.

Desde sábado, o atleta também encara uma acusação de estupro e outra de prática de crime virtual, por supostamente vazar fotos íntimas sem consentimento de todas as partes. As acusações levaram viaturas da Polícia Civil duas vezes à Granja Comary e o ambiente ficou pesado.

Em meio a isso, Tite tenta manter o foco - dele, de Neymar e do restante do grupo. "Nosso foco é no amistoso contra o Catar. Preparação diária, construção de trabalho em que ele (Neymar) está inserido", disse o treinador na segunda-feira, na única vez em que se manifestou publicamente nas duas semanas em Teresópolis. "Neymar é um jogador diferente, mas para ele acontecer há um processo. A equipe está acima disso, nosso trabalho está acima disso".