No dia 20 de janeiro de 2018, Thominhas entrava pela última vez no octógono para enfrentar o americano Rob Font no UFC 220 e conhecia ali a sua terceira derrota em quatro lutas. Foi uma sequência bem diferente de seu início no MMA, quando impressionou ao conquistar 19 vitórias consecutivas - 16 por nocaute. O lutador, no entanto, não acredita que a grande expectativa em torno de si tenha influenciado na queda de rendimento nos últimos confrontos.
- Eu nunca levei isso em conta, só prestava atenção nos meus resultados. Eu sei que lutar no UFC é muito difícil, tem que estar sempre se renovando. Altos e baixos na carreira fazem parte de qualquer atleta. Sempre tive o pé no chão, sempre focado no meu objetivo. Não via isso como uma pressão a mais, faz parte. Sempre vai haver pressão, se não é a expectativa, é o adversário que falou besteira de você, fez o "trash talk" ou uma disputa de cinturão. Então, temos que saber lidar. Vejo isso como uma fase da minha carreira, assim como outros lutadores tiveram altos e baixos. Sei que isso faz parte da trajetória de um atleta - disse.
E nesse caminho para reencontrar os melhores dias da carreira, o atleta terá pela frente uma categoria peso-galo bastante diferente de quando esteve presente no octógono pelas últimas vezes. Naquela época, dois dos grandes nomes em evidência eram TJ Dillashaw e Cody Garbrandt, que protagonizaram duas lutas principais no UFC 217 e no UFC 227. Hoje, porém, Dillashaw está suspenso por doping, enquanto Garbrandt perdeu espaço, com três derrotas em sequência - duas para o desafeto.
- Como eu sempre falei, o peso-galo é uma das categorias mais disputadas, se não for a mais. Se você olhar o top 5 ou o top-10, todos os lutadores têm chances de ser campeões. É muito rotativo, um nível altíssimo. É muito legal. O José Aldo também desceu de categoria, para você ver como está ainda mais disputada.
Hoje, o cinturão pertence ao americano Henry Cejudo. O top 5 da categoria é composto por Marlon Moraes, Aljamain Sterlin, Petr Yan, Cory Sandhagen e Raphael Assunção. Os nomes se renovaram - mas o desejo de conquistar o título se mantém.
"Quem quer ser campeão tem que querer lutar contra os melhores, vencê-los. Meu objetivo é em um futuro próximo estar lutando contra alguém do top 5 e buscar uma chance pelo título. Cinturão é o meu objetivo sempre".
Thomas Almeida contra Jimmie Rivera no UFC Long Island — Foto: Getty Images
Natural de São Paulo, Thominhas deixou o país e se mudou para os Estados Unidos, em abril de 2018. Lá, o peso-galo teve contato com o UFC Performance Institute, academia de alta performance para atletas do MMA, em Las Vegas. O lutador ficou dez meses por lá até precisar voltar ao Brasil para cuidar da lesão no olho e garante que foi um período muito importante para a sua evolução.
Acho que a minha cabeça foi o que mais evoluiu. Sair da minha zona de conforto, sair do lugar onde eu sempre estive foi muito bom. Precisei trabalhar muito mais para estar lá, 100% focado em treino. Evolução acontece com o tempo, com a constância, e foi o que aconteceu comigo. Vou mostrar isso na minha próxima luta - prometeu o atleta da academia Chute Boxe Diego Lima.