Sérgio Nahas é preso na Bahia quase 24 anos após matar a esposa

22 de janeiro de 2026 31

247 - O empresário Sérgio Nahas foi preso na Bahia quase 24 anos depois do assassinato da esposa, Fernanda Orfali, ocorrido em São Paulo. A captura aconteceu no sábado (17), em Praia do Forte, no litoral norte baiano, destino turístico que havia sido escolhido pelo casal para a lua de mel antes do crime. A prisão foi efetuada após o reconhecimento do suspeito por um sistema de videomonitoramento com tecnologia de identificação facial, informa o G1..

Segundo a Polícia Militar, Nahas estava hospedado em um condomínio de luxo na região de Praia do Forte, no município de Mata de São João. Com ele, os agentes encontraram 17 pinos de cocaína, três celulares, cartões de crédito, medicamentos de uso contínuo e um carro de luxo, modelo Audi.

O crime ocorreu em 2002, no apartamento onde o casal morava, em São Paulo. Na ocasião, Fernanda Orfali tinha 28 anos. De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público, Sérgio Nahas matou a esposa após se sentir ameaçado ao ser confrontado por ela sobre traições e uso de drogas. A Promotoria também apontou que o empresário temia a divisão de bens diante da possibilidade de um pedido de divórcio.

Ainda conforme a acusação, Fernanda tentou se proteger do marido ao se trancar no closet do apartamento. Nahas teria arrombado a porta e efetuado dois disparos. O laudo oficial da perícia indicou que o primeiro tiro atingiu a vítima, enquanto o segundo projétil saiu pela janela do imóvel.

A defesa do empresário sustentou, à época, que Fernanda Orfali fazia tratamento contra depressão e que diários escritos por ela indicariam intenção de tirar a própria vida. No entanto, o laudo da Polícia Técnico-Científica não encontrou vestígios de pólvora nas mãos da vítima. Diante disso, a defesa alegou que a arma utilizada não deixaria resíduos nas mãos, apenas nas roupas.

Inicialmente, Sérgio Nahas chegou a ser preso por porte ilegal de arma, mas foi solto após 37 dias por decisão judicial. O processo seguiu tramitando, e ele respondeu em liberdade enquanto ainda havia possibilidade de recursos.

A pedido do Ministério Público, o Supremo Tribunal Federal aumentou a pena imposta ao réu. Com o esgotamento de todos os recursos judiciais em junho de 2025, a Justiça de São Paulo expediu o mandado de prisão para o cumprimento definitivo da sentença, o que resultou na prisão realizada agora na Bahia.

Fonte: Guilherme Levorato