PF e defesa de Vorcaro travam guerra de versões sobre nova delação

9 de junho de 2026 18

Integrantes da Polícia Federal (PF) e da defesa de Daniel Vorcaro travam, nos bastidores, guerra de versões sobre a nova proposta de delação premiada do banqueiro. A disputa é marcada por acusações mútuas de proteção a pessoas que poderiam ser alcançadas pela colaboração.

De um lado, investigadores da PF sustentam que o novo material encaminhado pela defesa do dono do Banco Master na semana passada não traria elementos relevantes o suficiente para justificar a celebração de acordo de colaboração, com benefícios ao delator.

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Sede da PF, em Brasília

Daniel Vorcaro

Há também, entre investigadores, desconfiança em relação à atuação de alguns advogados do banqueiro. A suspeita é de que integrantes da defesa de Vorcaro estariam atuando para proteger algumas figuras políticas que deveriam ser citadas na delação premiada.

Os advogados de Vorcaro, por sua vez, rejeitam essa avaliação da PF. Nos bastidores, a defesa do banqueiro sustenta que a nova proposta de colaboração premiada traz “fatos inéditos” e informações que ainda não chegaram ao conhecimento da polícia e do Ministério Público.

Em conversas reservadas, advogados do dono do Banco Master afirmam que o material apresentado vai além de simples relatos e aponta caminhos de investigação que só poderiam ser plenamente compreendidos a partir dos esclarecimentos prestados pelo próprio banqueiro.

Com esse discurso, a defesa de Vorcaro tem dito, nos bastidores, que eventual recusa da proposta de delação pela Polícia Federal pode ser interpretada como falta de interesse em avançar sobre determinadas linhas investigativas que atingiriam algumas figuras políticas.

Nessa guerra de versões, vale lembrar que quem tem o poder decisório é a PF. A expectativa é de que a corporação e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deem ainda nesta semana resposta se aceitam ou não prosseguir com as tratativas para a delação.

A esperança da defesa de Vorcaro é de que PF e PGR deem a resposta até a sexta-feira (12/6). É quando acaba o prazo dado pelo ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, para que os advogados possam despachar com o banqueiro das 9h às 17h.

Fonte: IGOR GADELHA