O tamanho do público no ato bolsonarista da Avenida Paulista neste domingo, segundo método da USP

2 de março de 2026 23

CRÉDITO REVISTA VEJA

Foi estimado que 20.400 pessoas estiveram presentes na manifestação bolsonarista convocada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, neste domingo, 

1⁰. A estimativa é do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a organização More in Common, e a margem  de erro é de 12%: ou seja, pode variar entre 18 mil e 22.900 no horário de pico do ato, às 15h53. 

Para fazer a estimativa, as instituições fizeram fotografias em cinco momentos distintos (13h58, 14h40, 15h16, 15h53 e 16h35). A partir das imagens, um software treinado faz a contagem e dá a média.  ... 

O equipamento apresenta precisão de 72,9% e acurácia de 69,5% na identificação dos indivíduos, com erro médio de 12% para grupos acima de 500 pessoas. 

“No método, um drone tira fotos aéreas da multidão, e o software analisa essas imagens para identificar e marcar automaticamente as cabeças das pessoas. Usando inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e conta quantos pontos aparecem na imagem. Esse processo garante uma contagem precisa, mesmo em áreas densas”, diz o relatório. 

Além de Nikolas Ferreira, marcaram presença os deputados Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO), Mário Frias (PL-SP), Guilherme Derrite (PP-SP), Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ), Carlos Jordy (PL-RJ),

além do pastor Silas Malafaia, do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ)  chegou acompanhado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), hoje cotado para se tornar seu vice. 

A falta de duas importantes lideranças da direita chamou a atenção do público: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). 

Pela manhã, outros atos semelhantes foram realizadas em pelo menos 20 outras cidades do país, como Brasília, Rio de Janeiro e Salvador. Os atos foram marcados por discursos  o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

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Fonte: Por Pedro Jordão