Novembro Afro – Festa pela consciência Negra.

Dia da Consciência Negra! Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
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Lenha na Fogueira
A Consciência Negra em Porto Velho Foi comemorada timidamente.
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Quando escrevo timidamente, não quer dizer que a realização da 1ª Feira Afro, coordenada pelo Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Estado de Rondônia não foi boa, muito pelo contrário, merece todos os elogios, pela organização e programação desenvolvida sábado no Mercado Cultural.
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O timidamente foi porque, me lembrei do tempo que a gente participava do Movimento de Criação Cabeça de Negro. Naquele tempo o “Cabeça de Negro” realizava todos os anos, uma programação que contava com apresentações musicais, peças teatrais, poesia, dança, desfile de moda etc.
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E não faltava aquele almoço regado a pratos típicos como Feijoada, Caruru, Angu que a turma incrementava com a nossa Panelada. Tudo regado a muita cachaça.
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Bubu Johnson, Adaídes – Dada, Carlinhos Maracanã, Júnior Johnson, Ana Maria, Ana Aranda, Sílvio Santos, Baba, Bainha, Poeta Mado, Jorge do Areal, Bola Sete e mais um bocado de gente. Depois se juntou ao Cabeça de Negro a Accunerá comanda pelo Silvestre e a Marcha para Zumbi, passou a contar com os Terreiros de Umbanda e Candomblé.
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A Banda em cima de um trio elétrico, era acompanhada por uma multidão e esse desfile terminava com um grande show de cultura Afro/brasileira.
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O Negro em Porto Velho chega com a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré com uma singularidade particular. Os Negros que vieram de Barbados e outras ilhas caribenhas, vieram contratados como operários especializados.
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Quer dizer, não atuaram como “cassaco” (trabalhador braçal), ao contrário, eram os Chefes. Aquela cena da mini série Mad Maria onde um Negro decepa a cabeça de um branco alemão, é verdadeira.
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Acontece que os brancos alemãs que vieram para a construção da EFMM eram estivadores analfabetos, que trabalhavam nos portos da Alemanha.
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Por serem brancos, não queriam acatar as ordens dos Mestres Negros o que gerou a revolta, que terminou com a degola de um dos alemães.
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Porto Velho pode dizer, pelo menos em se falando de Madeira Mamoré, não teve quilombo.
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Só depois do município criado em 1914, foi que começaram a se formar comunidades, que tinham como maioria de seus habitantes, negros. Assim surge o Mocambo criado pela negra maranhense Esperança Rita que também foi a responsável pelo primeiro “Batuque” de Porto Velho o “Terreiro de Santa Bárbara”.
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Ao redor do Batuque foram erguidas várias casas até que o Mocambo se transformou no reduto da boemia da cidade.
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Como a Vila Confusão chegava a esquina da rua General Osório principal passagem do centro para o Mocambo, os moradores das duas comunidades eram amigos, tanto, que o negro Eliezer dos Santos o BOLA SETE junto com alguns moradores do Mocambo como Antônio Coxó criou a escola de samba “Deixa Falar” no ano de 1946.
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Podemos dizer, que Porto Velho teve quatro ciclos da incidência negra, a Imigração, quando vieram os negros Barbadianos trabalhar na Estrada de Ferro.
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A Migração, quando para cá vieram brasileiros do sudeste e nordeste como soldado da borracha e entre eles muitos negros e a mais recente, com a construção das usinas do Madeira.
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Atualmente vivemos a Imigração dos Haitianos que vem em busca de melhores dias em terras portovelhense.
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Estamos nos referindo apenas aos negros que vieram e habitam a capital Porto Velho, pois, estamos nos referindo apenas a incidência da raça na capital rondoniense.
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A história da ocupação das terras que formam o estado de Rondônia começa, com a chegada dos negros no Vale do Guaporé no século XVIII.
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LENHA NA FOGUEIRA (ZEKATRACA)
Colaborador do Que Notícias, ZEKATRACA é titular da coluna Lenha na Fogueira no jornal Diário da Amazônia. E-mail: zekatracasantos@gmail.com
