Histórico arrasador, articulações da classe política e as outras mudanças
Curto e fino
Com as estripulias custosas e sangrentas do presidente Donald Trump que culminaram no incompreensível (e ineficaz) ataque ao Irã ficou impossível para as nações soberanas cortar gastos militares. Ao contrário, nações com vastos territórios exigem forças armadas bem aparelhadas para reduzir as deficiências e resolver as debilidades defensivas no ar, terra e águas.
Indo direto ao ponto, curto e fino, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, um dos corajosos militares que decretaram o fim da partidarização das Forças, principal foco de conflitos entre o Estado e a sociedade, chamou a atenção para a necessidade de corrigir as distorções que atrapalham a funcionalidade das ações militares quando necessárias.
Não é uma questão menor nem evitável. Barbosa Junior pode ter chocado os brasileiros ao dizer que se algum eventual inimigo atacar a usina de Itaipu e fechar o Porto de Santos acabará com o Brasil, mas já não basta ter uma tradição de paz e disposições constitucionais contra a guerra. Com os exemplos de insanidade guerreira que correm pelo mundo é essencial corrigir debilidades no setor militar – que não são poucas nem irrelevantes – de modo a dotar o Brasil de defesas adequadas. Até porque, nas atuais circunstâncias, o crime organizado funciona como descarada tropa de ocupação territorial. Há casos de polícia e há casos de ação militar. Para isso é preciso estrutura e coordenação.
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Os presidenciáveis?
Na peleja pelo governo de Rondônia, o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) tem como seu presidenciável o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ex-deputado federal Expedito Neto (PT-Rolim de Moura), o atual presidente Luís Inácio Lula da Silva. Pergunta-se quem serão os presidenciáveis dos demais postulantes, como Adailton Fúria (PSD-Cacoal), Hildon Chaves (União Progressista –Porto Velho), bem como dos demais pretendentes ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual. Os petistas avaliam que Neto pode ser beneficiado pela polarização nacional para galgar um eventual o segundo turno.
Preços proibitivos
Em abril voltam alguns voos até então suspensos lembrando que Rondônia foi vítima de uma prática insidiosa de vingança de empesas que foram processadas pelos passageiros locais por atrasos. Teremos o retorno dos embarques, de Porto Velho para Rio Branco e Cuiabá, mas com tarifas proibitivas, com as companhias aéreas esfolando os pobres clientes rondonienses. Não bastasse Rondônia ser taxada por um pedágio insano na BR 364, por tarifas injustas do setor elétrico, padece também com a crueldade praticada pelas empresas de aviação. A classe política rondoniense está devendo uma reação mais firme nestes casos.
Eleições 2026
Seguem as articulações da classe política rondoniense visando as eleições de outubro. Existem definições já bem ajustadas quanto as candidaturas majoritárias, como as do senador Marcos Rogerio (PL), do prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) e do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves pilotando a federação União Progressista que reúne no mesmo balaio o União Brasil e o Partido Progressista e do candidato da Caravana Esperança, liderada pelo PT, Expedito Neto. No entanto, a cogitada postulação do delegado Camargo pelo Podemos está sendo enterrada, já que o comando do partido estuda aliança com o PL de Marcos Rogério.
Outras mudanças
No perde e ganha das candidaturas ao CPA Rio Madeira se vê o vice-governador Sergio Gonçalves barrado no baile nesta disputa já que não assumiu o comando do governo estadual como esperava e teve que ceder espaço para Hildon Chaves entrar na disputa e a aliança MDB/PDT ainda não definiu seu nome nesta peleja ao governo estadual. As articulações buscam um nome de consenso entre as lideranças partidárias do MDB e do PDT. Também se constata uma corrida visando conquistar a candidatura a vice-governador na chapa do senador Marcos Rogério, considerado nesta largada o favorito na corrida ao governo estadual.
Histórico arrasador
Se for levado a sério o histórico de eleições a Assembleia Legislativa em Rondônia teremos uma brutal renovação dos quadros deste parlamento. A começar pela força dos vereadores de Porto Velho que a cada pleito estadual emplaca de dois a três deputados estaduais. Segue com a insatisfação do eleitorado com a classe política, omissa na fiscalização dos atos do Executivo e mais a rapinagem com a nomeação de familiares em cargos polpudos do governo estadual, negócios com os recursos das emendas parlamentares e em alguns casos também a pratica da chamada rachadinha. E coisa de louco!
Via Direta
*** Duas desconfianças prestes a serem dirimidas nos próximos dias nos meios políticos rondonienses: a primeira se o governador Marcos Rocha deixará o cargo para disputar o Senado. A segunda é se o senador Confúcio Moura desistirá da reeleição *** Os indícios vigentes é que Rocha permanecerá no cargo no Palácio Rio Madeira e que o senador Confúcio disputará a reeleição *** No Acre, o governador Cameli que já deixou o cargo para disputar o Senado poderá ficar inelegível. Julgamentos em andamento *** Com a guerra escalando no oriente médio, mais a alta dos combustíveis e mais o brutal pedágio na BR 364 os preços dos hortigranjeiros já estão subindo nos supermercados com os reajustes dos frete
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POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)
Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br