Governo Trump inclui Brasil em investigação que pode gerar novas tarifas

13 de março de 2026 19

governo Trump incluiu o Brasil em uma nova investigação comercial que pode resultar na imposição de tarifas sobre produtos exportados ao mercado norte-americano.

O procedimento foi aberto nessa quinta-feira (12/3) pela Representação Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), responsável pela política comercial do país. Além do Brasil, outras 59 economias foram incluídas na lista, a exemplo de China, União Europeia, México, Argentina e Israel.

A investigação será conduzida com base no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974, usado por Washington para apurar práticas consideradas desleais no comércio internacional. O processo busca avaliar se governos estrangeiros falham em impedir a circulação ou importação de produtos fabricados com trabalho forçado, o que poderia gerar uma vantagem competitiva considerada injusta.

Lista dos países investigados:

  1. Argélia
  2. Angola
  3. Argentina
  4. Austrália
  5. Bahamas
  6. Bahrein
  7. Bangladesh
  8. Brasil
  9. Camboja
  10. Canadá
  11. Chile
  12. China
  13. Colômbia
  14. Costa Rica
  15. República Dominicana
  16. Equador
  17. Egito
  18. El Salvador
  19. União Europeia
  20. Guatemala
  21. Guiana
  22. Honduras
  23. Hong Kong, China
  24. Índia
  25. Indonésia
  26. Iraque
  27. Israel
  28. Japão
  29. Jordânia
  30. Cazaquistão
  31. Kuwait
  32. Líbia
  33. Malásia
  34. México
  35. Marrocos
  36.  Nova Zelândia
  37. Nicarágua
  38. Nigéria
  39. Noruega
  40. Omã
  41. Paquistão
  42. Peru
  43. Filipinas
  44. Catar
  45. Rússia
  46. Arábia Saudita
  47. Singapura
  48. África do Sul
  49. Coreia do Sul
  50. Sri Lanka
  51. Suíça
  52. Taiwan
  53. Tailândia
  54. Trinidad e Tobago
  55. Turquia
  56. Emirados Árabes Unidos
  57. Reino Unido
  58. Uruguai
  59. Venezuela
  60. Vietnã

Suspeitas dos EUA

Segundo o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a investigação pretende determinar se os países analisados adotam medidas suficientes para proibir a entrada em seus mercados de bens produzidos com trabalho forçado.

“Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, afirmou ele em comunicado oficial.

Caso o governo americano conclua que os países investigados não aplicam medidas eficazes para combater esse tipo de prática, os Estados Unidos podem impor sanções comerciais, incluindo tarifas adicionais sobre produtos importados.

Andamento da investigação

O processo prevê consultas formais com os governos envolvidos e uma audiência pública marcada para 28 de abril. Empresas, entidades e outros interessados poderão apresentar comentários por escrito até 15 de abril. A expectativa do governo americano é concluir a investigação até o fim de julho.

A abertura da investigação pela Representação Comercial dos EUA ocorre após a Suprema Corte considerar ilegal a aplicação de tarifas através da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, uma lei americana que permite ao presidente impor sanções econômicas e comerciais em situações de emergência nacional.

Fonte: MADU TOLEDO