Flávio aciona STF para PF apurar reunião de Lula após prisão de Maduro

12 de junho de 2026 24

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorize a Polícia Federal (PF) a apurar reunião realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a prisão de Nicolás Maduro.

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Em documento apresentado nesta quinta-feira (11/6), o pré-candidato ao Palácio do Planalto pediu que a PF obtenha informações sobre encontro que, segundo a defesa, teria sido convocado por Lula após a captura de Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro.

Os advogados argumentam que as diligências são necessárias para demonstrar que Flávio não agiu com dolo de caluniar Lula ao publicar postagem no X, em janeiro deste ano. Na publicação, o senador compartilhou reportagem sobre a suposta reunião e escreveu que Lula seria “delatado”.

Flávio é alvo de inquérito da PF após comentar no X reportagem do colunista do Metrópoles Igor Gadelha que relatava a convocação de reunião de emergência pelo governo brasileiro após a prisão de Maduro.

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Presidente LulaLula e Flávio BolsonaroSenador Flávio Bolsonaro

Além de informações sobre o encontro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu que Moraes autorize a oitiva de Lula, da líder opositora venezuelana María Corina Machado, do procurador norte-americano Walter Clayton III e do colaborador Euzenando Prazeres de Azevedo.

 

Os advogados do senador também requereram que a PF ouça o senador Sergio Moro (União-PR), o ex-procurador Deltan Dallagnol, os ex-marqueteiros João Santana e Mônica Moura e o ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas.

O pedido ainda não foi analisado por Moraes.

PF

A medida ocorre após a PF rejeitar pedido da defesa de Flávio para realizar diligências sobre o encontro e obter informações a respeito da reunião citada pelo senador.

Segundo os advogados, as diligências são necessárias para demonstrar que Flávio não agiu com a intenção de atribuir falsamente crimes a Lula ao comentar o caso nas redes sociais.

A defesa sustenta que a produção dessas provas pode ajudar a afastar a configuração do crime de calúnia investigado pela Polícia Federal.

 

defesa ainda solicitou o compartilhamento de documentos da investigação e da ação penal abertas contra Maduro nos Estados Unidos.

 

Fonte: Pablo Giovanni