Fim da janela partidária: PL cresce e PDT tem maior perda de deputados

6 de abril de 2026 18

Com o fim da janela partidária, na sexta-feira (3/4), as desfiliações e filiações movimentaram as bancadas da Câmara, sem alterar o perfil dos partidos predominantes. O PL, que lançará o senador Flávio Bolsonaro (RJ) como candidato à presidência da República, manteve a maior bancada e registrou o maior ganho absoluto entre as siglas.

Já o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição, teve um leve recuo.

Partidos importantes do Centrão, como o União Brasil, que perdeu oito deputados, também sofreram impactos significativos.

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O período de 30 dias é definido pela legislação eleitoral, no ano da eleição, seis meses antes do pleito, e permite que deputados mudem de partido sem risco de perda do mandato.

Os números apresentados são preliminares e têm como base levantamentos feitos pelo Metrópoles a partir de informações repassadas por lideranças partidárias da Câmara.

A comparação considera o tamanho das bancadas em janeiro deste ano, e não o resultado das eleições de 2022, já que houve mudanças ao longo da legislatura. O consolidado oficial será divulgado pela Justiça Eleitoral, por meio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O PL foi o partido que mais cresceu em números absolutos, ao passar de 88 para 97 deputados. Com isso, ampliou sua posição como maior bancada da Casa. Ainda assim, no primeiro ano desta legislatura, em 2022, o partido iniciou com 99 deputados.

Apesar disso, o maior crescimento proporcional ficou com o Podemos. A sigla saltou de 16 para 27 deputados, uma alta de 68,8%, o avanço mais expressivo em termos relativos entre os partidos com dados comparáveis.

Outras legendas também registraram crescimento, ainda que em menor escala. O Solidariedade avançou 20%, enquanto PSD, PP e a federação PSol-Rede tiveram altas mais moderadas.

O partido Missão, por sua vez, passou a ter representação, ainda que com apenas um deputado. O deputado Kim Kataguiri (SP) deixou o União Brasil e se filiou à legenda criada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), do qual é um dos fundadores.

Maior baixa e movimentações relevantes

No campo das perdas, o PDT teve a maior queda proporcional entre os partidos, ao passar de 16 para 9 deputados, uma redução de 43,8%. Entre as movimentações, o ex-ministro do Turismo Celso Sabino migrou para a sigla de olho em uma vaga no Senado.

Em seguida aparece o PRD, que caiu de cinco para três cadeiras. Já o Cidadania reduziu sua bancada de quatro para dois parlamentares.

Entre os partidos de maior porte, o União Brasil registrou a maior redução em números absolutos, com a saída de oito deputados, de 59 para 51. Parte desse movimento inclui a saída de nomes como Alfredo Gaspar, relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que deixou a legenda e filiou-se ao PL.

O PT também apresentou leve recuo, de 68 para 67 deputados (ainda falta uma mudança para ser confirmada). Republicanos e Avante perderam uma cadeira cada, enquanto o PSD registrou crescimento, movimento que incluiu a chegada do deputado Túlio Gadêlha, que era da Rede.

Metrópoles acionou os partidos, mas nem todos retornaram até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

 

Fonte: Luciana Saravia Maria Laura Giuliani