Fala de Flávio Bolsonaro nos EUA sobre terras raras revolta a esquerda

30 de março de 2026 21

Uma fala do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre terras raras e mineirais críticos do Brasil no evento americano de conversadores CPAC, nesse sábado (28/3), está causando revolta em políticos de esquerda, que rechaçaram o posicionamento do senador.

“O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras raras e minerais críticos”, disse o pré-candidato a presidente, em evento no Texas.

O filho mais velho de Jair Bolsonaro, durante o discurso, também pediu para que os países do mundo monitorem as eleições brasileiras e “exerçam pressão diplomática para que as nossas instituições funcionem adequadamente”. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também esteve presente no evento.

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Veja a íntegra do discurso de Flávio Bolsonaro no evento CPAC, nesse sábado:

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Governistas criticam

O ministro da Secretaria Geral do da Presidência, Guilherme Boulos (Psol) afirmou neste domingo (29/3) que a fala de Flávio é o “fato mais grave das eleições de 2026 até aqui”.

“Flávio Bolsonaro se comprometeu publicamente a entregar as Terras Raras e minerais críticos do Brasil aos EUA se for eleito presidente. Este cidadão está oferecendo as riquezas e o futuro do povo brasileiro a uma potência estrangeira em troca de apoio. Entenderam o que vai estar em jogo em outubro?”, afirmou o deputado federal Guilherme Boulos.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT) chamou Flávio de “traidor da pátria” e “vendilhão de Trump”.

“Ataca o presidente do seu país, acena para a entrega da Amazônia, trata minerais raros e riquezas naturais como ativos disponíveis aos estrangeiros e se comporta como operador de um projeto de submissão nacional na defesa dos interesses dos EUA e não do Brasil”, afirmou Lindbergh neste domingo.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffman, também criticou as falas de Flávio Bolsonaro. “Os vendilhões da pátria não tomam jeito”, disse Gleisi se referindo a Flávio e Eduardo Bolsonaro.

Fonte: Pedro Areal