Drops da semana: o destino da PEC 6×1, as negociações do tarifaço e a autonomia do BC

8 de junho de 2026 24

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve decidir em reunião com os líderes dos partidos nesta terça-feira, 9, o rito que vai adotar na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a jornada de trabalho 6×1 aprovada pela Câmara há duas semanas. A tendência é que ele envie o texto para a Comissão de Constituição e Justiça.

A oposição tenta avançar com outra proposta sobre o mesmo assunto, já encaminhada por Alcolumbre à CCJ, que institui a “jornada flexível” de 44 horas semanais, com livre negociação entre o patrão e o empregado. Essa PEC é de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e ainda não passou pela Câmara.

O governo trabalha para aprovar a PEC do fim da 6×1 ainda neste semestre por causa do efeito eleitoral dessa mudança na legislação trabalhista, apoiada por cerca de 70% da população, segundo pesquisa Datafolha.

Preparativos para o G7
O presidente Lula se prepara para a reunião do G7 na próxima semana, na França, em meio às negociações com os Estados Unidos sobre o tarifaço imposto a produtos exportados pelo Brasil. O Planalto avalia a hipótese de um encontro entre Lula e Donald Trump durante a cúpula dos países ricos.

Ao longo da semana, o governo brasileiro vai acionar os canais de diálogo com o governo dos EUA. O prazo final para que os EUA revisem o tarifaço de 25% é 15 de julho. Outra medida tomada pelos americanos prevê mais 12% de sobretaxa a exportações brasileiras.

CCJ analisa autonomia do BC
A PEC que amplia a autonomia do Banco Central é o primeiro item da pauta da próxima quarta-feira, 10, da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A cúpula do BC avalia que tem votos suficientes para aprovar o texto, apesar da resistência do governo e do PT. Se o texto passar pela comissão, Alcolumbre deve levá-lo para deliberação no plenário no mesmo dia.

O esforço concentrado do Senado
Davi Alcolumbre determinou para esta semana um esforço concentrado para a votação do nome do ministro do STJ Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Na primeira tentativa de aprovação da indicação, em maio, o presidente do Senado interrompeu a votação por causa do quórum baixo.

Fonte: Eumano Silva