'Decretaço' e 'caça às bruxas': o que se sabe sobre o novo comando do Palácio do Buriti
A possibilidade de publicar um “decretaço” no Diário Oficial do do Distrito Federal (DODF) daqui a alguns dias, com exonerações e trocas para configurar o novo mandato, reforça a intenção de Celina Leão (PP) de priorizar a própria história no comando do Distrito Federal. Apesar de não ter anunciado oficialmente, a governadora reeleita reconhece a aliados a necessidade de imprimir uma identidade própria à nova gestão, o que a ajudaria a se afastar do carimbo automático que recebe por ter sido vice de Ibaneis Rocha (MDB).
Com ou sem a "tesourada", o desenho da nova equipe exigirá habilidade, conversas com partidos da base na Câmara Legislativa e até contratempos indigestos. Desde que foi reeleita, Celina tem sinalizado a intenção de manter pessoas de confiança em posições estratégicas no primeiro escalão, sem que seja interpretada como adepta da prática de “caça às bruxas”. Por isso, a política do PP tende a construir um secretariado composto por aliados, especialmente nas áreas consideradas problemáticas. A posse para o próximo mandato será no dia 6 de janeiro de 2027.
Outro movimento observado nos bastidores seria uma possível viagem de Celina aos Estados Unidos daqui a alguns dias. Depois de um pequeno descanso no litoral de Alagoas, a governadora usaria o roteiro internacional para reforçar a aliança com o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB). Ele é cotado para comandar a nova Mesa Diretora da CLDF.
Depois da vitória no segundo turno contra Leandro Grass (PT), a governadora reeleita deve reunir o atual secretariado no início da próxima semana. Na oportunidade, Celina pretende comunicar o que espera do novo mandato e dos assistentes. Para aliados, a titular do Palácio Buriti tem defendido a permanência no governo de quadros competentes, mas também não hesita criticar quem optou por dar continuidade ao trabalho do padrinho, que precisou deixar o cargo público por imposição da legislação eleitoral.