Buscas por helicóptero com Rick avançam em área de difícil acesso em SC
A Força Aérea Brasileira (FAB) intensificou nesta segunda-feira, 21, as buscas pelo helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, e desapareceu durante um voo em Santa Catarina. A operação ocorre em uma região montanhosa e de mata fechada, sob condições meteorológicas adversas e com dificuldades de comunicação.
O helicóptero, um Bell 430 de matrícula PP-MGR, decolou de Porto Belo, no litoral catarinense, com destino à região de São Joaquim, na Serra. A aeronave não chegou ao local previsto, levando ao acionamento das equipes de busca e salvamento.
Além do sertanejo, o empresário Bruno Avelar estava a bordo. Informações sobre os demais ocupantes ainda apresentam divergências entre as primeiras reportagens publicadas nesta segunda-feira.
Até a publicação desta matéria, as autoridades não haviam confirmado uma queda ou localizado a aeronave e seus ocupantes.
Onde estão concentradas as buscas por Rick?
As equipes trabalham principalmente na região de Vacas Gordas, em Urubici, na Serra Catarinense.
Segundo informações divulgadas durante a operação, dois pontos passaram a orientar as buscas. Um deles corresponde à região onde houve relato sobre uma possível queda de aeronave. O outro está relacionado ao último sinal de celular registrado de um dos ocupantes.
Os locais ficam a aproximadamente 30 quilômetros de distância entre si. Cerca de 20 bombeiros militares foram mobilizados, com veículos 4×4 para alcançar áreas de terreno acidentado.
A FAB também empregou meios especializados em missões de busca e salvamento, entre eles um helicóptero H-60 Black Hawk e uma aeronave SC-105 Amazonas.
A estratégia é analisar as informações disponíveis e delimitar continuamente as áreas com maior probabilidade de localização do helicóptero.
Mau tempo dificulta operação na Serra Catarinense
As condições meteorológicas são um dos principais obstáculos enfrentados pelas equipes.
Santa Catarina estava sob alertas para tempestades nesta segunda-feira, com previsão de chuva intensa, fortes rajadas de vento e possibilidade de granizo em diferentes áreas do estado. A região onde o helicóptero desapareceu também enfrentava chuva e baixa visibilidade.
Além das condições climáticas, o terreno montanhoso, a vegetação fechada e a comunicação limitada tornam a operação mais complexa.
O R7 informou que o sinal da aeronave foi perdido depois da decolagem e que equipes especializadas atuam nos pontos considerados prioritários para as buscas.
Especialista explica riscos de voar sob condições climáticas severas
Em entrevista ao Jornal da Record, o piloto de helicóptero Daniel Calazans explicou que operações aéreas em condições meteorológicas severas exigem preparação específica.
Segundo o especialista, não basta que o equipamento possua capacidade técnica para enfrentar determinadas condições. Tanto a aeronave quanto o piloto precisam estar devidamente homologados e habilitados para o tipo de operação realizada.
A observação ganha relevância diante das condições enfrentadas na Serra Catarinense no momento do desaparecimento. No entanto, ainda não há conclusão oficial de que o mau tempo tenha provocado o desaparecimento, nem confirmação pública de falha do piloto ou da aeronave.
A investigação sobre as circunstâncias do voo deverá ocorrer paralelamente aos trabalhos de localização.
Aeronave não tinha autorização para táxi aéreo
Outra informação divulgada durante a cobertura é que o helicóptero não possuía autorização para realizar serviço de táxi aéreo. O dado, porém, não permite concluir isoladamente que o voo fosse irregular, já que aeronaves privadas podem realizar operações que não caracterizam transporte aéreo remunerado.
A empresa responsável pelo helicóptero confirmou o desaparecimento e pediu cautela na divulgação de informações enquanto as buscas permanecem em andamento.
A FAB afirmou que sua prioridade é localizar a aeronave e os ocupantes o mais rapidamente possível, concentrando os recursos nas áreas consideradas de maior probabilidade.
Rick, cujo nome é Geraldo Antônio de Carvalho, tem 59 anos e construiu sua carreira ao lado de Renner. A dupla se consolidou como um dos nomes populares da música sertaneja brasileira a partir dos anos 1990.
Da IstoÉ