Atirador em jantar com Trump invocou direito ao silêncio após prisão
Cole Allen, de 31 anos, acusado de tentar matar o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, no sábado (25/4), usou o direito de permanecer em silêncio após ser preso, segundo documentos judiciais divulgados nesta segunda-feira (27/4).
A denúncia inclui acusações de três crimes: tentativa de assassinato do presidente, transporte de arma de fogo com intenção criminosa e disparo durante crime violento.
Os registros trazem novos detalhes da cronologia dos fatos, com base no depoimento de um agente do FBI.
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De acordo com a investigação, no dia 6 de abril, poucos dias após o anúncio da presença de Trump no evento, Allen reservou três noites no hotel Washington Hilton. Ele saiu da Califórnia de trem no dia 21, fez conexão em Chicago no dia 23 e realizou o check-in no hotel no dia seguinte.
Os documentos também apontam que ele teria enviado uma mensagem a familiares, utilizando a função de envio programado, na qual indicava autoridades do governo como alvo. A mensagem foi recebida pouco antes de ele se aproximar da entrada principal do evento, por volta das 20h40.
Allen correu em direção ao detector de metais portando uma arma longa. Durante a ação, agentes do Serviço Secreto dos EUA ouviram um disparo. Um dos agentes foi atingido no peito, mas estava protegido por colete.
“Enquanto fazia isso, os agentes do Serviço Secreto dos EUA designados para o ponto de controle ouviram um disparo forte. O agente do Serviço Secreto dos EUA, V.G., foi baleado uma vez no peito; o agente V.G. estava usando um colete balístico no momento”, informa o FBI nos documentos oficiais.
Ainda de acordo com o relatado nos autos, o suspeito estava armado com uma espingarda calibre 12 e uma pistola modelo Rock Island Armory 1911 de calibre .38 no momento do ataque.