As reações dos bancos e do governo após sanção dos EUA contra envolvidos com PCC

2 de julho de 2026 18

Após o governo dos Estados Unidos sancionar dois brasileiros, três empresas sediadas em São Paulo e outra firma baseada em Portugal, sob a justifica de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital), os bancos brasileiros iniciaram um pente-fino nos sistemas, afirmaram ao PlatôBR executivos das maiores instituições financeiras do país. A ordem é para que contas correntes, de investimentos e quaisquer outros serviços prestados para as pessoas e empresas punidas pelos EUA sejam encerrados, como determina a lei vigente no país. 

Além disso, as movimentações financeiras dos envolvidos estão sob análise para que eventuais inconsistências ou transações suspeitas sejam repassadas ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), à Polícia Federal e aos demais órgãos de controle. A avaliação entre banqueiros é que a imprevisibilidade e a falta de detalhes sobre os processos que levaram às sanções são fatores de risco para o Brasil.

“Dada a subjetividade do governo americano, não está claro até que ponto isso será usado contra outras empresas e pessoas, com possíveis contornos e vieses políticos. Esse ambiente imprevisível leva à especulação, que se reflete no preço dos ativos”, afirmou um deles. No Brasil, a B3 encerrou o pregão em baixa e o dólar subiu, diante das incertezas decorrentes das sanções. 

Em Brasília, auxiliares do presidente Luiz Inácio da Silva e integrantes da equipe econômica avaliaram que a gestão de Donald Trump concentrará esforços, ao longo dos próximos meses, em tomar decisões que possam afetar pessoas e empresas brasileiras, com o intuito de desestabilizar o país.

Fonte: Antonio Temóteo