A trajetória do auditor suspeito de devassar o STF no interior de SP

18 de fevereiro de 2026 20

Entre os quatro servidores investigados pela Polícia Federal (PF) por supostamente terem acessado de forma ilícita dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares, por meio de sistemas da Receita Federal, está Ricardo Mansano de Moraes.

O servidor ocupa o cargo de auditor-fiscal da Receita Federal e, atualmente, está lotado na Delegacia da RFB em São José do Rio Preto (SP).

Entre os investigados, ele é o que recebe o maior salário. Conforme apurado pela coluna, Mansano chegou a receber R$ 51 mil em dezembro de 2025.

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Ele ingressou no serviço público em 27 de novembro de 1995 e, atualmente, recebe salário de R$ 38.261,86. No entanto, o valor pode aumentar significativamente em razão de indenizações e gratificações, como ocorreu em dezembro.

O histórico do servidor

O nome dele consta em diversas edições do Diário Oficial da União (DOU), em atos de nomeação e convocação administrativa, desde a década de 1990.

Ao longo da carreira, atuou no Ministério da Fazenda e no Ministério da Economia.

O vazamento de dados

Conforme divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de nota, foram identificados múltiplos acessos irregulares, com origem em suas credenciais, a dados de ministros da Corte e de seus familiares.

Nessa terça-feira (17/2), o grupo foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news, conduzido pela Polícia Federal (PF).

Como revelou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, o sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi quebrado sem autorização. O filho de outro ministro do Supremo também teve dados da declaração de Imposto de Renda acessados de forma irregular.

A nota divulgada pelo STF após a deflagração da operação aponta a existência de “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”.

Os demais investigados

Os outros três servidores na mira do inquérito são Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos.

O primeiro ocupa, desde 1981, o cargo de técnico do Serpro, com salário mensal de R$ 12.778,82.

Luciano Pery Santos Nascimento é técnico do Seguro Social, lotado na Delegacia da RFB em Salvador, e recebe R$ 11.517,49 mensais.

Ruth Machado dos Santos atua como técnica do Seguro Social na Delegacia da RFB em Santos (SP). Ingressou no órgão em abril de 1994 e recebe salário de R$ 11.128,16.

Fonte: Letícia Guedes