Wizard grita “indignado” ao falar de gabinete paralelo e se cala sobre perguntas da CPI

30 de junho de 2021 50

Em sua fala inicial na CPI do Genocídio nesta quarta-feira (30), o bilionário Carlos Wizard fez um apelo emocional, dizendo que não compareceu à comissão por estar nos EUA com seu pai “velhinho” e com a filha, que estaria vivendo uma “gravidez de risco”.

Wizard ainda gritou ao negar que participou do gabinete paralelo, que estaria municiando Jair Bolsonaro com informações negacionistas. E, ao final, disse que usará a prerrogativa concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de ficar calado diante das peruntas da CPI.

A minha disposição em combater a pandemia e salvar vidas faz com que eu seja acusado a pertencer a um suposto gabinete paralelo, no qual afirmo aos senhores, com toda veemência, que jamais participei de qualquer governo paralelo, que porventura esse suposto gabinete paralelo existiu. Eu jamais tomei conhecimento ou tenho qualquer informação a esse respeito”, disse Wizard.

“Jamais, em tempo algum, nunca participei de uma única sessão em privado, de uma reunião particular com o presidente da República”, emendou Wizard, exaltando-se novamente. Diante das perguntas do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), o empresário insistiu que “reserva no direito de ficar em silêncio”.

“Missionário”
Ao chegar ao Senado para depor à CPI do Genocídio, Wizard, exibiu um papel com referência ao versículo bíblico de “Isaias: 41:10”.

Isaías é um dos livros proféticos do Antigo Testamento da Bíblia. O versículo levado pelo empresário diz “por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa”.

Fonte: REVISTA FORUM/PLINIO TEODORO