Resposta ao tarifaço: Brasil vai buscar novos mercados e usar a Lei da Reciprocidade
A resposta do governo ao novo tarifaço de 25% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros consiste em pelo menos três medidas, informou a Presidência da República, em nota oficial, na madrugada desta quinta-feira, 16. A sobretaxação começará a valer a partir de 22 de julho, segundo o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos). Ficarão isentos das taxas extras petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose.
A primeira medida será a busca por novos acordos comerciais para abrir outros mercados para as empresas do Brasil, nos moldes dos tratados assinados pelo Mercosul com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio e Singapura. As negociações com México, Canadá, Japão e Índia estão na lista de prioridades do governo brasileiro neste momento.
O Palácio do Planalto informou também que manterá a oferta de crédito às empresas afetadas pelo que classificou como “tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos Estados Unidos”. As medidas fazem parte do Plano Brasil Soberano.
Além disso, a gestão petista informou que iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade. Entretanto, eventuais medidas que serão adotadas, como tarifas aos produtos americanos, não foram detalhadas pelo Planalto.