Randolfe protocola requerimento para convocar Bolsonaro na CPI do Genocídio
Autor da proposta e vice-presidente da CPI do Genocídio, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou na manhã desta quarta-feira (26) um requerimento pedindo a convocação de Jair Bolsonaro na comissão.
Na justificativa do requerimento, Randolfe afirma que “a cada depoimento e a cada documento recebido, torna-se mais cristalino que o Presidente da República teve participação direta ou indireta nos graves fatos questionados por esta CPI”.
Randolfe lista uma série de atos do presidente que, segundo ele, justificam a oitiva na comissão do Senado, que investiga quem são os responsáveis pela inação diante da pandemia, que já matou mais de 450 mil brasileiros.
“Para citar alguns exemplos emblemáticos: o combate às medidas preventivas, como o uso de máscaras e o distanciamento social; o estímulo ao uso indiscriminado de medicamentos sem eficácia comprovada e à tese da imunidade de rebanho; as omissões e falhas do governo federal que contribuíram para o colapso no fornecimento de oxigênio aos hospitais do Amazonas e que levaram ao óbito de centenas de pacientes por asfixia; as omissões do governo federal na aquisição de insumos e medicamentos para as UTIs; as omissões em relação à proteção contra a covid-19 dos povos indígenas e quilombolas; e, principalmente, o boicote sistemático à imunização da população, deixando de adquirir vacinas da Pfizer em 2020 e no primeiro trimestre de 2021, atacando a China e a vacina Coronavac, colocando em risco o fornecimento do IFA das duas principais vacinas aplicadas no Brasil”, diz o texto.
Os senadores que são membros da CPI estão reunidos após o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), suspender a sessão e convocar uma conversa em outra sala.