Quer publicar um livro? Entenda a diferença entre editoras e plataformas de autopublicação
Uma das principais tendências do mercado literário dos últimos anos, a autopublicação de livros vem ganhando espaço em meio ao crescimento de plataformas específicas para isso. Nos Estados Unidos, no ano passado, o formato foi responsável por impulsionar o crescimento do setor em 38,7% - dos quatro milhões de livros publicados no país, 3,5 milhões de títulos foram autopublicados. Já as editoras tradicionais cresceram 6,6% em número de obras, totalizando 642.242 exemplares.
No Brasil, esse movimento vem ganhando espaço, com números já expressivos. Somente a editora Labrador, especialista em autopublicação premium e ganhadora de dois Prêmios Jabuti, estima um crescimento de 25% em 2026. Ainda não tão conhecido pelo grande público, o modelo de autopublicação tem transformado o mercado editorial ao permitir que mais obras cheguem ao público e mais autores possam se lançar.
No Brasil, a autopublicação vem ganhando espaço, com números já expressivos. Somente a editora Labrador, especialista em autopublicação premium e ganhadora de dois Prêmios Jabuti, estima um crescimento de 25% em 2026. por Divulgação
Sem saída, de Elsie Silver (Arqueiro). Beau Eaton é o orgulho de Chestnut Springs. Todos adoram ter um herói militar como conterrâneo. Mesmo que ele seja atormentado pelo passado.Bailey Jansen é uma jovem tímida da periferia que trabalha como bartender. Nascida na família menos respeitada da cidade, ela só quer distância do pai e dos irmãos – e de tudo de ruim que eles já fizeram. Agora os dois ficaram noivos. Na verdade, combinaram simular um noivado. Lançamento no dia 2. por Reprodução
“Alguns autores que anos atrás não tinham perspectiva de publicação, agora o fazem. Parte desses se mantém no modelo e outros acabam publicando depois por editoras comerciais. Temos também a possibilidade do descobrimento de novos escritores, e uma disponibilidade maior de obras de interesse amplo e nichado”, explica o diretor editor da Câmara Brasileira do Livro (CBL), fundador da Editora Labrador e diretor da Editora Contexto, Daniel Pinsky.
Pensando em alcançar esse nicho de autores, o mercado brasileiro conta hoje com diferentes plataformas de autopublicação, que permite que qualquer escritor consiga cadastrar seu livro para comercialização. Entretanto, a falta de barreiras de entrada e pouco critério de seleção oferece um risco aos próprios autores e editoras de autopublicação tentam oferecer um diferencial nesse contexto.
Segundo Pinsky, ainda que o autor viabilize financeiramente o projeto, é preciso que haja critérios que somente as editoras de autopublicação proporcionam. “No meu conceito, uma editora que mereça esse nome deve realizar o processo de produção completo (projeto gráfico exclusivo, preparação de texto, revisão, design de capa) e realizar a distribuição das obras. Contato humano é também essencial”, enfatiza.
Vencedor de dois Prêmios Jabuti, o fundador da Labrador acredita que uma boa editora de autopublicação consegue garantir qualidade visual com capas e projetos gráficos de qualidade, melhorar um original com trabalho de texto e uma comercialização muito mais ampla.
Completando em 2026 dez anos de mercado, a Labrador fechou seu primeiro ano com oito obras publicadas, mas já estima que deve chegar aos 200 títulos somente este ano, o que ajuda a entender o crescimento do setor de autopublicação no Brasil e o que esperar dos próximos anos.
“Falando por nós, os autores têm muito mais controle do processo de produção e acompanhando de perto. Além disso, conseguem espaço em livrarias, podem fazer lançamentos em livrarias, bienais, feiras do livro, participar da Flip e conseguir a produção de audiobooks. Ou seja, toda a qualidade e acessos de uma editora comercial”, acrescenta.