Pré-candidatos se preparam para as convenções, hegemonia estadual permanecerá com a capital? importância do vice na sucessão estadual
Convenções – os pré-candidatos a cargos eletivos nas eleições gerais de outubro estão a pouco mais de um mês para ratificarem nas convenções partidárias seus nomes para a disputa eleitoral de outubro deste ano, que envolve desde a presidência da República, governadores, duas das três vagas ao Senado, Câmara Federal e Assembleias legislativas. Não teremos eleições a prefeito e vereador, que ocorreram em 2024. Em Rondônia a sucessão estadual, Senado, Câmara Federal e Ale-RO ganham espaços a cada dia com os pré-candidatos empenhados em consolidarem seus nomes para serem homologados nas convenções, que serão realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto. O prazo para registro das candidaturas, após as convenções é 15 de agosto, ou seja, dez dias depois.
Campanha – Com os nomes registrados teremos início da campanha eleitoral já a partir de 16 de agosto, mas a Justiça Eleitoral irá analisar e homologar ou vetar nomes, caso se encontre irregularidades no processo de escolha dos candidatos, checar se cada um cumpre com requisitos legais de elegibilidade e autorizar a utilização do número para a campanha eleitoral. Na quinta-feira (11) os pré-candidatos a governador de Rondônia Hildon Chaves (UB), ex-prefeito de Porto Velho; senador Marcos Rogério (PL); ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD); ex-deputado federal Expedito Netto (PT); advogado e jornalista Samuel Costa (PSB), advogado Luiz Carlos Teodoro (Psol) e Pedro Abib (MDB) estavam convidados a participarem da 3ª Marcha dos Vereadores, evento com encerramento previsto para hoje (12). Tiveram a oportunidade de debaterem suas propostas para governar o Estado com vereadores, demais políticos e autoridades.
Vice – Um dos assuntos predominantes nos bastidores da política regional é sobre quem será o vice na chapa do senador Marcos Rogério, que preside o PL no Estado, na sua caminhada como pré-candidato a governador. Com chapa definida somente Hildon Chaves (UB), que tem como vice o deputado estadual Cirone Deiró (UB-Cacoal) A expectativa maior é sobre o nome a vice na chapa de Marcos Rogério. Recentemente o deputado estadual delegado Rodrigo Camargo (Podemos-Ariquemes) estava cotado para o cargo, pois teria recebido convite de Rogério. Camargo estaria analisando a possibilidade, pois teria pretensões de concorrer ao Senado ou mesmo à sucessão estadual, pois não pretende disputar a reeleição. Estaria no aguardo de uma definição da cúpula do partido, que é presidido no Estado pelo prefeito de Porto Velho, Leo Moraes para definir seu futuro político eleitoral.
Vice II – O impasse que estaria ocorrendo no Podemos é justamente o nome do vice, pois o partido já teria formatado parceria com Marcos Rogério. O que se comenta na cúpula do Podemos é que Leo Moraes (presidente regional) tem preferência pelo nome do empresário do ramo de turismo, Márcio Barreto, que é tio do prefeito da Capital. Como temos, ainda, mais de um mês para as convenções, o assunto, pela sua importância, pois envolve um grupo favorito para as eleições deste ano, certamente ainda teremos muito o que se comentar sobre o assunto. Tem que se admitir que é polêmico, pois boa parte acredita que Rogério precisa de um vice de Porto Velho, e não do interior, para poder equilibrar os votos.
Hegemonia – É importante destacar, que existe sim, uma rivalidade entre a capital e interior na disputa do Governo do Estado. Marcos Rocha (PSD), dois mandatos seguidos, retomou para Porto Velho a hegemonia estadual, após um longo período com governadores eleitos pelo interior. Antes de Rocha, somente Oswaldo Piana (PTR), primeiro governador eleito (1990) pelo voto popular nascido em Rondônia. Depois de Piana passaram pelo cargo de governador Valdir Raupp (MDB), de (Rolim de Moura; José Bianco (PFL), de Ji-Paraná; Ivo Cassol (PSDB/PPS), de Rolim de Moura, dois mandatos seguidos; e Confúcio Moura (MDB), de Ariquemes, também dois mandatos seguidos. Cassol e Confúcio renunciaram no último ano do segundo mandato para concorrerem e se elegerem senadores. Assumiram João Cahulla e Daniel Pereira, respectivamente, que eram os vices.
Hegemonia II – A eleição de um governador com domicílio eleitoral em Porto Velho ocorreu somente com Marcos Rocha (PSL/UB) eleito em 2018 e reeleito em 2022. Para as eleições deste ano temos novamente em jogo a disputa entre a capital e o interior. Hoje, segundo as enquetes em rádios, TVs, sites, jornais, três nomes despontam como pré-candidatos à sucessão estadual. Pela capital, o ex-prefeito Hildon Chaves (UB) e, pelo interior, Marcos Rogério (PL), e Adailton Fúria (PSD). Os demais pré-candidatos, Samuel Costa (PSB), Luiz Teodoro (Psol), Pedro Adib (MDB) e Expedito Netto (PT), têm domicílios eleitorais em Porto Velho. Somente Fúria e Rogério são do interior. É a “dança” dos pré-candidatos que estão na linha de frente ne disputa do cargo ocupado atualmente por Rocha.
Respigo
O ex-deputado estadual Airton Gurgacz, que foi vice de Confúcio Moura (MDB), no seu primeiro mandato de governador é pré-candidato a uma das oito vagas à Câmara Federal +++ Airton é tio do ex-senador e presidente do PDT em Rondônia, Acir Gurgacz. O domicílio eleitoral em Ji-Paraná que já tem nomes expressivos na disputa das cadeiras no Parlamento Federal +++ Também estão na fila de pré-candidatos o empresário do ramo hoteleiro e político atuante em Ji-Paraná, ex-secretário municipal, Jônatas França (PL). Além de os experientes Anselmo de Jesus (PT), que já passou pela Câmara Federal e Jesualdo Pires (PP), ex-prefeito, ex-deputado estadual, que não se elegeu, mas somou mais de 195 mil votos ao Senado em 2018 +++ Pessoas que viajam de carro de Rondônia para outros Estados, via BR 364 reclamam das péssimas condições da rodovia, não somente no trecho Porto Velho a Vilhena, com cerca de 700km, mas também Vilhena a Rondonópolis. Além dos constantes siga e pare devido a obras de tapa-buracos e desmate nas margens, os acidentes, a maioria com vítimas ocorrem quase que diariamente +++ É o famoso “Corredor da Morte” que entra ano, sai ano e o trecho continua matando. E a Rota 364 que tem a concessão da ligação Porto Velho divisa com o Mato Grosso, em Vilhena, tem “somente” 30 anos para adequar a rodovia.
MAIS LIDAS
Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP
Definido o horário do próximo duelo de João Fonseca em Roland Garros
Como o fogo amigo do PT deve atingir Galípolo