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11 de outubro de 2026 22

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou, neste sábado (10/10), de onde o adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), pretende tirar os recursos para cumprir a promessa de cortar gastos, feita durante a campanha eleitoral.

Divulgação/ Ricardo Stuckert

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em Natal

Lula faz ato em bairro do Alecrim, em Natal, no Rio Grande do Norte

Lula no Rio Grande do Norte

Lula reúne governadores no RN rumo ao 2º turno: "Não à direita no Nordeste"

 

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em NatalLula faz ato em bairro do Alecrim, em Natal, no Rio Grande do NorteLula no Rio Grande do NorteLula reúne governadores no RN rumo ao 2º turno: "Não à direita no Nordeste"

Durante caminhada no bairro do Alecrim, em Natal (RN), Lula associou a proposta de Flávio ao risco de redução de políticas públicas voltadas à população de baixa renda.

“Quando o meu adversário diz que vai cortar R$ 200 bilhões, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte. Porque eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país e que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, dos empresários, do sistema financeiro, dos fazendeiros. Eles sempre cortam dos pobres”, afirmou.

 

“Eu e o povo queremos saber: de onde vai cortar os R$ 250 bilhões com o tesouraço?”, completou Lula, em referência ao pacote de medidas fiscais anunciado pela equipe de campanha de Flávio.

A ofensiva faz parte de uma das estratégias adotadas pela campanha petista para o segundo turno: alertar os eleitores sobre as políticas públicas que poderiam ser afetadas caso Flávio seja eleito.

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Em peças divulgadas nas redes sociais, a campanha de Lula tem destacado programas como Minha Casa, Minha Vida, Farmácia Popular e Bolsa Família. O objetivo é associar a promessa de redução das despesas públicas feita pelo adversário à possibilidade de cortes nessas áreas.

Foco no Nordeste

Natal foi a primeira parada de Lula no Nordeste neste segundo turno. O presidente participou da caminhada ao lado de Cadu (PT), que disputa o governo do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União Brasil), além de lideranças políticas da região.

Também participaram os governadores petistas reeleitos Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Elmano de Freitas, do Ceará. A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), também esteve no ato.

Outro aliado presente foi o governador eleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP). Apesar de integrar um partido que declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, Ribeiro mantém o apoio a Lula e participou da caminhada ao lado do petista.

A mobilização contou ainda com o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e as senadoras eleitas Marília Arraes (PDT-PE) e Samanda de Lula (PT-RN).

Apelo contra a abstenção

Durante o ato, Lula também fez um apelo para que seus apoiadores procurem eleitores e os convençam a comparecer às urnas em 25 de outubro.

A redução da abstenção é uma das frentes da campanha petista nesta reta final. Cerca de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, e o PT aposta na mobilização desse contingente para ampliar a votação de Lula.

No discurso, o presidente voltou a usar a preservação de programas sociais e de investimentos no Nordeste como argumento para mobilizar o eleitorado.

“É importante que vocês saibam que, se essa gente ganhar as eleições, tudo aquilo que foi conquistado no Nordeste será destruído. Será o Farmácia Popular, serão os institutos federais, será o Minha Casa, Minha Vida, será o desenvolvimento no Nordeste”, disse.

 

A escolha do Rio Grande do Norte para a primeira agenda de Lula na região neste segundo turno também tem um componente local. Cadu disputa o único segundo turno para governador entre os estados nordestinos, e a caminhada serviu para reforçar simultaneamente as campanhas presidencial e estadual.

Fonte: Carolina Nogueira