PL terá candidatos a todos os cargos eletivos em Rondônia, “caixa dois” agora é improbidade, Ji-Paraná pretende eleger os dois senadores
PL – Na última semana membros do partido presidido no Estado pelo senador Marcos Rogério, o PL, estiveram reunidos em Ji-Paraná para discutir o planejamento para as eleições gerais deste ano, que ocorrerão em outubro. Dentre outros assuntos, ficou definido que o PL lançara candidaturas próprias à sucessão estadual, Senado, inclusive com dois candidatos em busca das duas vagas que estarão em disputa, além de Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Ficou definido, que o partido terá dois candidatos ao Senado, um deles o agropecuarista de Ji-Paraná, Bruno Scheid, nome extremamente ligado ao líder maior do partido, o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro. Como Marcos Rogério deixou bem esclarecido, que seu projeto é disputar a sucessão estadual, o PL já tem o segundo nome para a dobradinha com Scheid.
Máximo – Há tempos a coluna divulga que o deputado federal mais bem votado (85.596 votos) nas eleições de 2022, ex-secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo estaria insatisfeito com o seu partido, o União Brasil, hoje federado ao PP em nível nacional, e que mudaria de partido. No encontro de Ji-Paraná, Rogério disse que Fernando Máximo será candidato ao Senado pelo PL, fazendo dobradinha com Scheid nas eleições de outubro. Se alguém tinha dúvidas, que Máximo deixaria o UB, após o pronunciamento de Rogério, não tem mais. Ele deverá se filiar ao PL na Janela Partidária ((7 de março a 5 de abril), quando deputados poderão mudar de partido sem que incorra em punições, como a perda de mandato. Máximo foi preterido pelo UB nas eleições (2024) a prefeito de Porto Velho, quando tinha chances reais de entrar na disputa e ser bem-sucedido, mas o partido apostou em Mariana Carvalho, que perdeu no segundo turno para Leo Moraes (Podemos), numa virada histórica.
Governador – Outra questão que também ficou definida no encontro regional do PL é o futuro político de Marcos Rogério. Ele deixou bem esclarecido, que não concorrerá à reeleição, pois anunciou Máximo e Scheid como pré-candidatos do partido às duas vagas ao Senado. Como estamos a pouco mais de oito meses para as eleições gerais deste ano, o trabalho de Rogério deverá ser intensificado na busca de novas lideranças, mas já estaria definido, que os candidatos ao Senado são Scheid e Máximo, e que ele, presidente estadual do partido, irá concorrer novamente a governador do Estado. Hoje já temos vários pré-candidatos à sucessão estadual, mas Marcos Rogério, pelo PL, e Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho, que está deixando a presidência estadual do PSDB e se filiando ao União Brasil, partido que está fechado em forma de federação com o PP a nível nacional saíram na frente dos demais.
Federal – Hoje Ji-Paraná tem representação no Congresso Nacional com a deputada federal Sílvia Cristina e o senador Marcos Rogério, presidentes regionais do PP e PL, respectivamente. O município tem chances de ampliar a representatividade, pois Sílvia concorrerá a uma das duas vagas ao Senado, e ela sempre tem ótimas participações nas pesquisas eleitorais. O ex-senador e presidente estadual do PDT, Acir Gurgacz, também pretende retornar ao Senado com chances reais de sucesso. Na Câmara Federal o ex- (prefeito em dois mandatos seguidos e deputado estadual) Jesualdo Pires (Sem Partido), não deverá ter dificuldades para conseguir seu objetivo na busca de uma das vagas na Câmara Federal. Quem também vem aparecendo com regularidade nas enquetes realizadas por órgãos de comunicação da cidade é o empresário do ramo hoteleiro, Jônatas França (Podemos), sempre muito atuante na política regional, e ex-secretário municipal. A meta é a Câmara Federal. Ji-Paraná está sujeita a ter em 2027 dois deputados federais, dois senadores e o governador. Além de manter, ou até ampliar a representatividade na Assembleia Legislativa, onde hoje estão Laerte Gomes (PSD), maior votação (25.603 votos) do Estado em 2022 e Nim Barroso (PSD).
Improbidade – A prática do conhecido “caixa-dois”, muito utilizado em campanhas eleitorais, após decisão na última semana do Tribunal Supremo Tribunal Federal (STF) também será punida como improbidade administrativa. Segundo entendimento dos ministros do STF, políticos acusados de fazerem campanha com recursos não contabilizados poderão ser responsabilizados duplamente, como crime eleitoral e improbidade, desde que se tenham provas de cometimento de ambos. A votação pelo STF foi iniciada em dezembro de 2025 e concluída na sexta-feira (6). A utilização correta dos recursos destinados às campanhas eleitorais terá uma fiscalização com abrangência maior e exigirá o máximo de cuidado nas prestações de contas. Candidatos e dirigentes partidários que se cuidem.
Respigo
Comenta-se de forma crescente nos bastidores da política regional, que vários municípios de Rondônia estariam envolvidos no rombo do Banco Master, mais conhecido como “Escândalo do INSS”. E também consta da lista um importante instituto representativo dos servidores públicos, que também estaria entre os “clientes” do Master +++ As investigações estão em andamento e, em breve teremos mais informações sobre a situação. O pavio da “bomba” já estaria acesso... +++ Voltam a circular comentários que o governador Marcos Rocha, que recentemente se filiou ao PSD estaria disposto a concorrer a cargo eletivo este ano. As informações são que uma das exigências para se filiar ao novo partido, seria uma pré-candidatura a senador +++ Rocha sempre trabalhou a busca de uma das duas vagas ao Senado, desde a sua reeleição em 2022. Mas teria recuado devido a divergências com o vice, Sérgio Gonçalves (UB), que para o governador “é inconfiável” +++ “É muito difícil eu querer entregar o governo do Estado de Rondônia nas mãos de alguém que me traiu. Se traiu a mim, vai trair a população também”. Palavras de Rocha em recente entrevista +++ Sendo candidato em outubro, Rocha teria que renunciar seis meses antes das eleições. Sérgio assumiria, disputaria a reeleição, e Rocha ficaria sem representatividade na estrutura governamental +++ Fica a pergunta: o governador Marcos Rocha renunciará para candidatar-se ao Senado? As apostas estão abertas...
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