Petrobras atinge produção recorde de 3,23 milhões de barris por dia no 1º trimestre

1 de maio de 2026 22

A produção média de óleo, líquido de gás natural (LGN) e gás natural da Petrobras alcançou a marca recorde de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), informou a petroleira nesta quinta-feira, 30. O recorde anterior, de 3,14 milhões, ocorreu no terceiro trimestre do ano passado.

Entre janeiro e março deste ano, entraram em operação sete novos poços produtores na Bacia de Campos e três na Bacia de Santos. Segundo a empresa, contribuíram também “a manutenção da produtividade e da eficiência operacional na produção dos campos, bem como a redução do volume de perdas associadas a paradas para manutenções”.

Veja no gráfico a produção nos últimos três trimestres:

Plataformas da Petrobras batem recordes

Ao menos duas plataformas da empresa atingiram recordes de produção diária no período. O campo de Búzios alcançou 1,037 milhão de barris de óleo em 20 de março, e o campo de Mero alcançou a marca histórica de 700 mil barris de petróleo após a entrada em operação de mais um poço.

Búzios também conquistou um recorde de exportação de gás, com 12,4 milhões de m³, no dia 25 de março. Já a Bacia de Santos registrou sua maior marca de envios ao exterior em 28 de março, com 44,8 milhões de m³.

A produção total própria no pré-sal também obteve seu melhor desempenho, com 2,66 milhões boed, superando 2,56 milhões no 3º tri de 2025.

Em relação à produção de diesel, o dia 10 de março de 2026 tornou-se recordista, com 512 mil barris.

Mais exportações para a China

A Petrobras zerou suas exportações de petróleo para os Estados Unidos no primeiro trimestre, à medida que o conflito no Irã redefine os fluxos globais de petróleo, e a China passou a responder por cerca de 62% do petróleo enviado ao exterior pela estatal no primeiro trimestre.

As exportações de petróleo da estatal somaram 888 mil barris por dia (bpd) no primeiro trimestre, crescimento de 61,2% frente ao primeiro trimestre de 2025, mas queda de 11,1% na comparação com o quarto trimestre de 2025.

A China, que no primeiro trimestre de 2025 recebeu cerca de 33% das exportações de petróleo da Petrobras, comprou volumes recordes de petróleo brasileiro em março deste ano após o fechamento do Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, houve uma queda dos fluxos de petróleo para a Ásia como um todo, excluindo a Índia e a China, de 28% para 8% na comparação anual.

As exportações para os Estados Unidos caíram de 3% um ano antes para zero nos três primeiros meses deste ano, e as exportações para a Europa recuaram de 19% para 8% no mesmo período.

Maior produção de derivados e menos importações

Do lado dos derivados, a companhia elevou a produção interna e reduziu suas importações no primeiro trimestre, período em que os preços do petróleo e seus derivados dispararam devido à guerra no Oriente Médio.

A produção total de derivados da estatal avançou 6,4% na comparação anual e 6,7% na trimestral, para 1,82 milhão de bpd, com o fator de utilização total (FUT) das refinarias subindo para 95%, contra 89% no quarto trimestre.

A produção de diesel cresceu 7,7% na base anual e 7,4% ante o trimestre anterior, para 715 mil bpd, enquanto a produção de gasolina ficou praticamente estável na comparação trimestral, em 417 mil bpd, com leve queda de 1% sobre um ano antes.

As importações de diesel, por sua vez, caíram 25,8% ante o primeiro trimestre de 2025 e recuaram 67,3% em relação ao quarto trimestre, para 49 mil bpd, enquanto as importações de gasolina ficaram zeradas no primeiro trimestre, ante 46 mil bdp no quarto trimestre e 4 mil bpd no mesmo período do ano passado.

No primeiro trimestre, a Petrobras vendeu 1,743 milhão de bpd de derivados no mercado interno, alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e queda de 1,6% na comparação com o quarto trimestre.

As vendas de diesel, combustível mais comercializado no país, somaram 738 mil bpd, leve alta de 0,5% na comparação anual e recuo de 6,2% frente ao trimestre anterior.

Já as vendas de gasolina atingiram 413 mil bpd, avanço de 3,8% sobre o primeiro trimestre de 2025 e queda de 4% ante o quarto trimestre.

 

Fonte: Da IstoÉ Dinheiro com Reuters