Perspectivas da Amacro - Dnitt voltando - Farra das verbas na Câmara de Vereadores de Porto Velho
Perspectivas da Amacro
Enfrentando as tendências autocráticas no governo federal, que ativaram naturais e necessárias resistências no Congresso, na Justiça, e na imprensa, pode-se cair no oposto negativo, que seria deixar para um futuro incerto e arriscado a formulação de um projeto para o Brasil. Sem se esterilizar no nacionalismo tacanho das reservas de mercado nem desprezar as necessidades dos investidores estrangeiros.
O que os povos da floresta e os líderes regionais querem é fácil saber: basta acompanhar os debates em torno da proposta de viabilizar a Zona Especial Amacro, no âmbito da Embrapa. Ficou claro ali que o melhor desenvolvimento agropecuário regional se definirá pelo foco nas inovações, integração às cadeias produtivas, combinação inteligente entre as políticas de fomento dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia, que perfazem o acrônimo “Amacro”.
O primeiro, principalmente, quer produtos bons, saudáveis e preços justos. O segundo, tudo isso e mais cuidados ambientais. Sem atender a essas receitas haverá ruídos prejudicais que ofensas, ironias ou propaganda defensiva não conseguirão abafar. Gestar um projeto para o Brasil que integre suas partes regionais e se adapte à realidade global é o caminho a seguir.
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Dnitt voltando
Com a intervenção da bancada federal rondoniense, a superintendência regional do Dnitt, atualmente sob tutela do Amazonas, depois dos escandalos recentes, dentro de algumas semanas retornará a funcionar em sua plenitude em Porto Velho. Rondônia perdeu muito com a transferencia e precisa recuperar o tempo perdido com a dragagem do Rio Madeira, reparos nas rodovias federais, etc, etc.
A estiagem
A estiagem na Amazônia projeta novos recordes históricos indicando seca severa na região. Em Rio Branco, o Rio Acre desceu rapidamente, em toda Porto Velho o lençol freatico caiu, em Apui, sul do Amazonas, já são quase 3 mil focos de incêndio agravando a situação do verão amazonico. Rio Branco, Porto Velho e Apui estão tomados por grossas camadas de fumaça nos últimos dias.
A imigração
Rondônia que há mais de uma década vê uma enorme migração interna despovoando pequenos municípios e ampliando as demandas sociais nos cinco principais polos regionais – Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena – agora assiste uma tendência acentuada de imigração de jovens e de trabalhadores da construção civil para os Estados Unidos, Portugal e Espanha.
Os aposentados
Já, com relação aos aposentados rondonienses, poucos manifestam a intenção de permanecer na terrinha, cujo verão tem ultrapassado os 37 graus. As preferencias dos aposentados são pelo Nordeste e Santa Catarina, casos do casal Geraldo e Marlene Rolim (João Pessoa), Zé Carlos e Marcela Ximenes (Florianópolis), ou seja, os velhinhos estão buscando as praias, mais qualidade de vida - e distância do Tonhão!
Farra das verbas
Nunca na história da Câmara de Vereadores de Porto Velho se gastou tanto com verbas indenizatórias e por este motivo os edis estão sendo alvo ações na justiça. São edis chupins, que cobram moralidade e parcimônia dos outros, mas agem com as mãos grandes no erário com toda cara de pau. Tudo sob a liderança do atual presidente da Casa Edwilson Negreiros, o rapinante.
Via Direta
*** O MBL amazonense desenvolve uma caminhada na BR-319 em prol da pavimentação da rodovia que liga P. Velho a Manaus *** Alguns parlamentares da Assembléia Legislativa de Rondônia se uniram para cortar as asinhas da Ceron praticando tarifas arrochadas na população *** Dificilmente o prefeito Hildon Chaves terá condições de cumprir seu cronograma de inaugurações no Complexo Madeira Mamoré *** O enroncamento do trecho na região histórica nem foi reiniciado e ainda depende de estudos minuciosos.
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POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)
Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br