O FUTURO NEGRO DOS ALOPRADOS
Se os deputados Maurão de Carvalho e Jesuíno Boabaid ainda nutrem alguma esperança de que suas alopragens se restrinjam ao âmbito de Porto Velho ou possam ser esquecidas até outubro, podem esquecer. Primeiro, porque no interior a repercussão negativa foi muito maior do que a que rolou por aqui. Isso é facilmente explicável pelo elevado comprometimento da mídia com setor financeiro e com a folha da Assembleia.
No interior as tetas não são assim tão, eu diria, "dadivosas". Ademais, a mídia nacional não deixará de bombardear a classe política em 2018. E, depois de Belo Monte, as bolas da vez estão no Madeira. Dizem que o desastre vai ser ciclônico.
O certo é que, passada a turbulência, Confúcio deixe mesmo o governo para disputar uma cadeira no Senado. Se Maurão não deixar o MDB, deixa ele, o que não é, definitivamente, bom negócio para o partido. Afinal, o governador tem de sobra os votos que faltam a Maurão. Foi a falta deles, afinal, que motivou toda a trapalhada.
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