Mudanças climáticas impulsionaram evolução e diversidade dos répteis
Há pouco mais de 250 milhões de anos, durante o final do período Permiano e início do Triássico, os répteis tiveram uma fase extraordinária. Suas taxas de evolução e diversidade começaram a explodir, levando a uma variedade estonteante de capacidades, planos corporais e traços, e ajudando a estabelecer firmemente tanto suas linhagens extintas quanto aquelas que ainda existem hoje como um dos grupos de animais mais bem-sucedidos e diversificados que o mundo já viu. Durante muito tempo, esse florescimento foi explicado pelo fato de sua competição ter sido eliminada por dois dos maiores eventos de extinção em massa (cerca de 261 milhões e 252 milhões de anos atrás) na história do planeta.
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Um novo estudo liderado pela Universidade Harvard (EUA) reescreveu essa explicação, reconstruindo como os corpos de répteis antigos mudaram e comparando-a com milhões de anos de mudanças climáticas. O trabalho foi publicado na revista Science Advances.