Meghan Markle revela que sofreu aborto: ‘Uma dor quase insuportável’

25 de novembro de 2020 234

Meghan Markle revelou que sofreu um abordo após ter Archie, seu primeiro filho. Em um artigo ao The New York Times, a ex-atriz americana, que é casada com o príncipe Harry, contou detalhes de como foi difícil lidar com a perda do bebê. Segundo o relato, foi em uma manhã de julho, ela acordou, fez suas coisas de costume e depois de trocar a fralda do seu primogênito, quando começou a sentir uma forte cãibra. “Eu me joguei no chão com ele em meus braços, cantarolando uma canção de ninar para nos manter calmos, a melodia alegre em forte contraste com a minha sensação de que algo não estava certo. Eu sabia, enquanto agarrava meu primeiro filho, que estava perdendo meu segundo filho”, declarou a Duquesa de Sussex.

Horas depois, Meghan disse que já estava na cama de um hospital segurando a mão de Harry. “Senti a umidade de sua palma e beijei seus dedos, molhados com nossas lágrimas. Olhando para as paredes brancas e frias, meus olhos ficaram vidrados. Tentei imaginar como nos curaríamos”, comentou. Na cabeça dela, começou a passar como seria possível superar a perda de um filho e o que a ajudou foi se lembrar de quando fez uma turnê pela África do Sul com a família e, exausta por intercalar a amamentação com os compromissos oficiais, ela se sentiu melhor quando um jornalista perguntou se ela estava bem. A duquesa pensou em dar uma resposta padrão ao repórter, mas decidiu ser sincera e responder: “Obrigado por perguntar. Poucas pessoas perguntaram se estou bem”.

Ela lembrou disso após sofrer um aborto. “Sentada em uma cama de hospital, vendo o coração de meu marido se partir enquanto ele tentava segurar os pedaços do meu, percebi que a única maneira de começar a curar é primeiro perguntando: ‘Você está bem?’”, declarou Meghan que decidiu compartilhar sua história porque percebeu que muitas pessoas estão sofrendo sozinhas nessa pandemia por inúmeros motivos por medo de se expor o que estão passando. “Perder um filho significa carregar uma dor quase insuportável, vivida por muitos, mas falada por poucos. Na dor de nossa perda, meu marido e eu descobrimos que em um quarto com 100 mulheres, 10 a 20 delas sofreram aborto espontâneo. No entanto, apesar da incrível semelhança dessa dor, a conversa permanece um tabu, cheia de vergonha – injustificada – e perpetuando um ciclo de luto solitário.”