Lenha na Fogueira e flexibilização da quarentena

Hoje entra em vigor, mais um decreto sobre a flexibilização da quarentena no estado de Rondônia, em especial, na capital Porto Velho.
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Depois de uma semana em isolamento restritivo, a população de Porto Velho voltou a poder circular pela cidade, na data de ontem.
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E hoje vai poder fazer compras em praticamente todo o comercio de Porto Velho e Candeias do Jamari.
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Para que essa fase começasse a ser possível a partir de hoje, o governo estadual mudou o protocolo das restrições:
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Antes, para que o comércio reabrisse em algum município do Estado seria necessário, a disposição, de ao menos metade dos leitos, clínicos e UTI. Segundo o governador, esse limite passa para 20%.
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É assim que se resolve o destino da população de um estado. Ao em vez de se procurar dotar o estado de mais leitos e UTI’s.
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Sai mais barato diminuir o número desses leitos a disposição da população, apenas com uma ‘canetada’.
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A prioridade é a economia, o empresário não pode ter prejuízo, é preciso recuperar a arrecadação de impostos pelo estado.
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Não interessa quantas vidas ainda serão sacrificadas, em benefícios de uns poucos que detêm o poder econômico.
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O grande mote das entidades patronais, é que caso a quarenta continue impedindo a abertura do comercio e indústrias, o desemprego com certeza, alcançara um patamar incontrolável.
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O que é verdade, porém: Será que vale a pena preservar os empregos e não valorizar a vida desses empregados?
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Levando-se em consideração a análise de cientistas de que, quanto mais gente infectada com o vírus que provoca a Covid 19, mais fraco fica esse vírus.
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E partindo por essa análise, a abertura do comercio de modo geral, vai beneficiar a população, que pode até ‘pegar’ a Covid 19, mas, será com bem menos intensidade e sem ter que ser internado em UTI.
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Sendo assim, concordamos com essas novas medidas. Partindo desse princípio, por que não liberar tudo, inclusive as praças de alimentação dos shoppings, os bares, lanchonetes e boates?
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E tem um detalhe: todas as consequências negativas, que vierem a acontecer com a liberação do comercio e indústria e mais os shoppings, será de total responsabilidade do governador do estado e dos prefeitos municipais.
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Graças a decisão do Supremo, que impediu o presidente Bolsonaro de se meter nesse assunto, passando a exclusividade da decisão de abrir ou não o comércio, para os governadores e prefeitos.
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Se por um acaso, o número de óbitos crescer em demasia e a população começar a CHIAR, a culpa será imputada com exclusividade aos governadores e os secretários de saúdes estaduais.
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Assim como dos prefeitos e seus secretários de saúde.
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Isso em ano eleitoral, com certeza será um grande trunfo para os opositores aos cargos de prefeito e vereadores.
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No Planalto, o comandante vai ficar apenas se vangloriando e quem sabe fazendo “gozação”: Eu avisei...
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Aliás, o presidente Bolsonaro, tá ganhando todas. A cloroquina está liberada e ajudando a tirar muita gente da UTI. Agora, até o governo de São Paulo aderiu as suas recomendações e autorizou a abertura de praticamente tudo.
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Sem querer, o homem ta nocauteando todos seus desafetos.
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E agora como oficialmente tirou o seu da reta, está a cavalheiro, acompanhando os governadores e prefeitos fazendo o que ele sempre quis fazer, desde o início da pandemia no Brasil.
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De qualquer maneira, a melhor maneira de evitar a contaminação pelo novo coronavírus, é ficando em casa, usar máscara, lavar as mãos com água e sabão.
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O resto, é cair no conto do ‘vigário’.
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LENHA NA FOGUEIRA (ZEKATRACA)
Colaborador do Que Notícias, ZEKATRACA é titular da coluna Lenha na Fogueira no jornal Diário da Amazônia. E-mail: zekatracasantos@gmail.com