Indiciamento pode tirar do poder direita de Netanyahu em Israel
Foto: Kjetil Elsebutangen, UD
Uma eleição simulada da Escola de Ensino Médio Blich, em Ramat Gan, cidade vizinha a Tel Aviv, prenunciou a derrota do atual premiê, Beinyamin Natanyahu, que ocupa o cargo há 10 anos. Tradicional em Israel, a votação simulada é vista como um desfecho das urnas verdadeiras, explica reportagem desta quarta (7) da Folha de S.Paulo.
A matéria lembra que, em 1977, a simulação previu a vitória do então novato partido de direita Likud (União). Em 1992, anteciparam a volta do Partido Trabalhista, com Yitzhak Rabin.
Na votação deste ano, em primeiro lugar, com 47%, ficou o partido de centro Kahol Lavan (Azul e Branco), do general da reserva Binyamin “Benny” Gantz e do ex-âncora de TV Yair Lapid. O Likud de Netanyahu recebeu menos da metade (21%) dos votos. A derrota é resultado dos escândalos de corrupção envolvendo Netanyahu.
Um mês e meio antes das eleições gerais de Israel, em 9 de abril, o procurador-geral da Justiça do país, Avichai Mandelblit, enviou carta ao premiê informando que pretende indiciá-lo em três casos de suborno, fraude e quebra de confiança.
Netanyahu nega as denúncias. Ele afirma que está sendo perseguido pela oposição, que pressionou o procurador-geral para “derrubar o governo de direita no poder”. O premiê, agora, precisa apresentar seus argumentos antes do indiciamento ser fechado, o que só acontecerá depois das eleições.
A Folha lembrou que Netanyahu receberá a visita do presidente Jair Bolsonaro pouco antes das eleições em Israel.