Informações de agências internacionais indicam que, pelo menos, 4 militares desertaram e atravessaram a fronteira com a Colômbia. “Bem-vindos os militares que hoje estão do lado certo da Constituição”, afirmou. Em seguida, cerca de 10 caminhões seguiram em direção à ponte Las Tienditas, que liga os 2 países.
Guaidó também pediu aos chavistas que se manifestem e ajudem a população. “A ajuda humanitária vai a caminho da Venezuela de forma pacífica, para salvar vidas”, declarou. Também participaram do pronunciamento os presidentes Iván Duque (Colômbia), Sebastián Piñera (Chile) e Mario Abdo Benítez (Paraguai).
“Pedimos para as Forças Armadas da Venezuela que se posicionem do lado correto da historia e recebam seus irmãos que estão levando ajuda humanitária ao povo da Venezuela”, disse o presidente da Colômbia.
AJUDA HUMANITÁRIA
Em uma ação coordenada com outros países, Guaidó comprometeu-se a fazer chegar ajuda humanitária na Venezuela a partir de diversos locais na fronteira neste sábado (23.fev.2019).
O governo brasileiro mandou neste domingo 1 caminhão com alimentos básicos –arroz, feijão, café, leite em pó, açúcar e sal– e kits de primeiros-socorros.
Caminhão brasileirão com mantimentos para a Venezuela
As doações serão transferidas até Pacaraima. Os caminhões serão escoltados pela Polícia Rodoviária Federal.
“O limite de ação do governo brasileiro é a fronteira por questão de segurança neste comboio. Adentrando o território venezuelano, a responsabilidade é do [autoproclamado] presidente Guaidó”, disse o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros.
Nessa 6ª feira, soldados venezuelanos atiraram contra civis a cerca de 70 km da fronteira da Venezuela com o Brasil. O confronto deixou ao menos 2 mortos e 15 feridos.
Eis 1 infográfico com os países e cidades que fazem fronteira com a Venezuela:
