Flamengo volta a mostrar dificuldade ofensiva sem Arrascaeta, e precisará ser mais eficaz no Maracanã

16 de outubro de 2026 18

O Flamengo conseguiu trazer para o Maracanã a decisão da disputa por uma vaga na final da Libertadores - a sexta do clube desde 1981, a quinta nas últimas oito. Mas, sem Jorginho (suspenso) e Arrascaeta (machucado), o time de Leonardo Jardim optou por postura cautelosa, fazendo quase sempre a superioridade numérica em seu campo. O Estudiantes não teve espaços para infiltrações, buscou as laterais e também não achou Carrillo, sua principal referência ofensiva, nas bolas altas.

A intenção do treinador português era chegar ao gol nos passes longas para Bruno Henrique ou nas associações entre Paquetá, Lino e Carrascal. Mas não foi eficaz. A ausência de Arrascaeta tira a capacidade criativa do time rubro-negro, e sem Jorginho diminui também a qualidade na ligação entre meia e ataque. O Flamengo não conseguiu se impor na casa do adversário, mas também não foi tão incomodado, embora o goleiro Rossi tenha feito seis defesas em 21 finalizações dos argentinos.

O confronto foi mais físico do que técnico, e o time de Alexander Cacique Medina abusou das entradas duras - sobretudo na marcação do colombiano Monsalve ao compatriota Carrascal. A força excessiva incomodou os rubro-negros e por pouco Lucas Paquetá não foi expulso ao barrar uma saída de bola do Estudiantes. Que, aliás, não pareceu frustrado por ter ficado no empate em casa - nos "mata-matas" das oitavas e da quartas, o time se classificou fora, contra Universidad Católica e Corinthians.

Em 2025, os dois clubes decidiram uma vaga nas semifinais, e o Flamengo venceu o jogo de idade no Maracanã (2 a 1) e passou com vitória nos pênaltis (4 a 2), em La Plata, após a derrota de 1 a 0 no tempo normal. Este ano, na fase de grupos, o atual campeão da Libertadores empatou (1 a 1) no Ciudad de Caseros, na Argentina, e venceu por 1 a 0 no Rio de Janeiro. Não acredito que o time rubro-negro deixará a classificação escapar. Mas precisará ser um pouco mais eficaz no ataque...

Fonte: Gilmar Ferreira - Futebol,