Ex-BBB Nego Di é condenado a 14 anos de prisão
Ex-BBB Nego Di, que participou da edição 21 do reality show, foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Segundo a decisão da Justiça, proferida nesta terça-feira (23), o humorista tem envolvimento nos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso.
Segundo o g1, Ele também foi condenado a mais 1 ano e 15 dias, em regime semiaberto, por manter uma loteria ilegal. A publicação entrou em contato com a defesa do ex-BBB, mas não obteve resposta.
No mesmo processo, Gabriela Vicente de Sousa, a mulher do comediante, também foi condenada por lavagem de dinheiro. Ela deve cumprir pena de 8 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado.
Veja fotos de Gabriela Sousa, mulher de Nego Di
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Ela foi presa em operação da PF
A lista de crimes do ex-BBB só aumenta. Em 20 de outubro de 2025, uma denúncia do Ministério Público do RS (MPRS) cita um caso que envolve 64 vítimas. Elas afirmam nunca ter recebido produtos comprados na loja virtual "Tá di zueira", da qual o artista era um dos proprietários.
Além de Nego Di, seu sócio Anderson Boneti também virou réu. Ele já está preso por outro processo relacionado à mesma loja.
O influenciador foi intimado do novo processo nesta segunda-feira, dia 8, após denúncia apresentada pela 29ª Promotoria de Justiça Criminal de Porto Alegre em 17 de outubro. Segundo o Ministério Público, a dupla atuava em conjunto e "obtiveram, para eles, mediante fraude, vantagem ilícita" a partir dos pagamentos realizados pelos clientes, consistente "na não pretensão de entrega do objeto para o comprador”".
Nego Di e Boneti já haviam sido condenados em primeira instância em outra ação envolvendo a loja, também por suspeita de estelionato.
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O influenciador e humorista Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di em ensaio fotográfico e durante depoimento à Justiça, ainda preso, em outubro de 2024 — Foto: João Cotta/ Rede Globo/ Divulgação, Reprodução
O que diz a promotoria
Na denúncia, a promotoria afirma que os sócios anunciavam produtos com preços promocionais na "Tá di zueira", recebiam os pagamentos via depósito bancário e não enviavam os itens aos compradores. A prática, segundo o MP, ocorreu ao menos 64 vezes.
O órgão destaca ainda que a loja se beneficiava da imagem pública de Nego Di para dar credibilidade ao esquema, já que ele divulgava ser proprietário do negócio e promovia produtos com valores abaixo do mercado "sem qualquer intenção de entrega, induzindo as vítimas ao erro".
No processo, são citados casos de clientes que depositaram valores como R$ 599,90, R$ 799,90 e R$ 999 — em geral para a compra de aparelhos de ar-condicionado — além de televisores que ultrapassavam R$ 2,4 mil, sem nunca receberem os produtos.
O prejuízo registrado oficialmente é de R$ 338.714, mas a quebra de sigilo bancário da empresa revelou movimentações que ultrapassam R$ 5 milhões, segundo o Ministério Público.