Evo Morales não quer sair do poder

16 de novembro de 2018 385

Com a próxima eleição marcado para 2019, os dois dos principais partidos da oposição na Bolívia ao governo do socialista Evo Morales, o Movimento Democrata Social (Democratas) e a Unidade Nacional (UN), formalizaram no domingo (11) uma aliança para as eleições presidenciais de 2019, nas quais o presidente Evo Morales, no poder desde 2006, deve tentar um quarto mandato.

Em um ato em Santa Cruz de La Sierra, os dois partidos prometeram incorporar todas as forças que se comprometam com a construção da unidade da oposição boliviana.

O principal nome dos Democratas é o governador do Departamento (província) de Santa Cruz, Rubén Costas. A UN é liderada pelo ex-candidato à presidência Samuel Doria Medina, derrotado por Evo nas eleições de 2014.

A nova candidatura de Evo o possibilitaria alcançar um quarto mandato. Eleito em 2005, ele disputou mais duas eleições depois de a atual Constituição boliviana ter sido aprovada em 2009. 

Apesar de ter a candidtura liberada, o presidente autocrata da Bolívia tem evitado atos de campanha depois que protestos contra sua candidatura têm se tornado mais comuns.

Morales, admitiu nesta quinta-feira, 15, ao citar um de seus “problemas”, o fato de ter se acostumado com o poder e não querer deixá-lo. Ele fez estas declarações ao receber um doutorado honoris causa na Universidade de San Carlos, na Guatemala.

“Não quero sair, e esse é o problema que tenho”, reconheceu Morales, que está no cargo desde 2006 e em 2019 disputará um quarto mandato– se vencer, permanecerá no poder até 2025. Ele ganhou sua primeira eleição em 2005, com 54% dos votos, foi reeleito em 2009, com 64%, e voltou a se eleger em 2014, com 61%, sempre enfrentando uma oposição dividida.