Eleições 2022 não terão coligações partidárias, deputados estaduais priorizam a reeleição, coligação DEM/PSL cria impasse entre senador e secretário de Estado em Rondônia
Candidatos – Há quem aposte, que nenhum dos 24 deputados estaduais da atual legislatura irá concorrer a outros cargos nas eleições gerais de outubro do próximo ano, pois a reeleição é prioritária. A renovação da Assembleia Legislativa (Ale), nas eleições de 2018 em relação ao período anterior foi de 50%. A expectativa para 2022 também gira em torno desse percentual, mas, ao menos por enquanto, se tem informação que nenhum dos parlamentares do quadro atual pretende concorrer a governador, senador ou a deputado federal, cargos que estarão em disputa no próximo ano, além da presidência da República. Quem tem a intenção de se eleger deputado estadual em 2022 deve se conscientizar, que não será missão das mais fáceis, pois quem está no cargo não pretende abrir mão.
Estradas – Porto Velho é um município com extensão territorial maior que vários Estados brasileiros e de muitos países. A região da Ponta do Abunã, por exemplo, fica a mais de 400 quilômetros da sede. Em entrevista recente ao jornalista Osmar Silva do site “Tudo Aqui”, o prefeito Hildon Chaves (PSDB), que foi reeleito nas eleições de novembro último abordou um assunto, que está sempre sendo motivo de notas de colunas anteriores: as estradas vicinais de Porto Velho. O Estado tem hoje, pouco mais de 11 mil quilômetros sob sua jurisdição em 52 municípios, inclusive Porto Velho, que mantém mais de 7 mil quilômetros de vicinais, uma viagem de ida e volta de Rondônia ao Norte do Paraná. No período de inverno amazônico quando chove durante vários meses, não é tarefa das mais fáceis recuperar e manter as vicinais trafegáveis no enorme (mais de 34 mil metros quadrados) município de Porto Velho.
Coligações – O retorno das coligações partidárias para as eleições de outubro do próximo ano estaria descartado. A reforma eleitoral, Já aprovada pela Câmara Federal, hoje (22), pela manhã, foi analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que também aprovou a reforma, mas rejeitou o item, que tratava da volta das coligações. A previsão é que o texto (sem a volta das coligações) iria para aprovação plenária dos senadores, ainda, hoje. A relatora, senadora Simone Tebet (MDB-MS) argumentou, que as coligações distorcem a vontade do eleitor elegendo candidatos com orientações políticas diferentes dos escolhidos, ainda, aumenta a fragmentação partidária e dificultam a governabilidade.
DEM/PSL – Está a cada dia mais próxima a fusão do DEM com o PSL em nível nacional. Desde ontem (21) que o presidente nacional do DEM, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto está em Brasília tratando do assunto. O novo partido (o nome não foi escolhido) deverá ser presidido pelo atual presidente do PSL, deputado Luciano Bivar, de Pernambuco e a secretaria-geral ficará com ACM Neto. Caso a fusão se concretize, o novo partido provavelmente terá a maior bancada federal a partir de 2022. A fusão já estaria pacificada, mas existem resistência de alguns diretórios estaduais, mais do DEM. Caso a parceria seja concretizada, o novo partido terá mais de R$ 1 bilhão de fundo eleitoral partidário e cerca de 2 minutos de tempo eleitoral na TV.
DEM/PSL – Em Rondônia certamente teremos divergências no caso da fusão dos dois partidos, que parece ser inevitável. O senador Marcos Rogério é o presidente do diretório regional do DEM no Estado. O PSL tem na presidência o secretário de Estado da Agricultura-Seagri, suplente de deputado federal, Evandro Padovani. Marcos Rogério é candidato a governador nas eleições do próximo ano. O seu xará, o governador Marcos Rocha, eleito pelo PSL, mas hoje sem partido, patrão de Padovani, vai disputar a reeleição. A efetivação da fusão irá provocar uma situação delicada para Padovani, que terá que decidir: se pede demissão do governo antes do tempo, pois o período de afastamento é abril do próximo ano, seis meses antes das eleições, ou deixa o partido, que assumiu recentemente.
Respigo
A coluna é centralizada na política, mas futebol também é política. Ontem (21) antecipamos que o Palmeiras, time que joga acovardado, fechado, sem priorizar o gol mesmo jogando em casa e ter um plantel privilegiado, como foi o caso de ontem, não seria adversário para o Atlético Mineiro, o Galo de Minas. O jogo foi 0x0, porque Hulk, do Galo perdeu um pênalti chutando na trave +++ Talvez no jogo de volta, no Mineirão, n aproxima semana, o Palmeiras possa ter sucesso. O Galo terá que jogar pra ganhar e o time do teimoso e prepotente Abel Ferreira poderá levar vantagem, porque futebol é o único esporte coletivo do mundo, onde um time ruim pode superar um bom +++ A Assembleia Legislativa desde esta semana já está realizando as sessões presenciais normais, que estavam suspensas devido a pandemia. Além das reuniões das Comissões Permanentes durante a semana, as sessões ordinárias das terças-feiras (tarde) e quartas-feiras (manhã) foram retomadas, após decisão do presidente da Mesa Diretora, deputado Alex Redano (PRB-Ariquemes) +++ A Escola do Legislativo (EL), da Assembleia Legislativa (Ale) retornará com as aulas presenciais a partir da próxima segunda-feira (27). Amanhã (23) às 8h30 o diretor-geral da escola, Fábio Ribeiro terá entrevista coletiva com a imprensa na sede em Porto Velho para falar sobre a reabertura dos trabalhos presenciais com aplicação de 4 cursos.
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