Egito proíbe venda de coletes amarelos com medo dos protestos

12 de dezembro de 2018 346

O Egito foi um dos países onde os protestos da Primavera Árabe, em 2011 mais se fizeram sentir. É precisamente com receio de que um novo movimento de contestação chegue ao país, que as autoridades locais estão a limitar a venda de coletes amarelos. O movimento que começou em França ganhou fãs em alguns países.

Segundo avança a "Associated Press" (AP), os lojistas estão a ser informados para não venderem coletes refletores amarelos, sendo que apenas as empresas registadas podem fazer esse tipo de compra e só com autorização prévia da polícia. Os vendedores que infringirem esta regra serão multados.

 

"Eles não querem que as pessoas façam o que está a acontecer em França", disse um dos lojistas citado pela agência noticiosa. "A polícia chegou aqui há uns dias e disse para pararmos de vender estes artigos. Quando perguntamos o motivo, apenas nos explicaram que estavam a cumprir ordens", acrescentou o homem que não quis ser identificado.

As autoridades nacionais garantem que as restrições se vão manter em vigor até ao final de janeiro. À AP explicaram que foi convocado um encontro entre os comerciantes e a polícia.

Trata-se de mais um sinal de extrema preocupação por parte das autoridades daquele país com a possibilidade de celebrações relacionadas com a Primavera Árabe. No dia 25 de janeiro comemora-se o oitavo aniversário da efeméride que culminou com a queda de Hosni Mubarak.