Efeitos amazônicos, epidemia de fechamentos de comércios e Cristiane Lopes enfrenta umas predadoras

5 de setembro de 2026 17

Vale o resultado

Pesquisa feita pelo Centro de Estudos e Pesquisas Brics, da PUC Rio, apontou que 88% dos brasileiros consideram a influência norte-americana negativa e só 4% a veem como positiva. Entre esses 4% provavelmente estão adeptos do bolsonarismo, que se pautam pelos interesses gringos, e o governo brasileiro, que acaba de comemorar o sucesso de um telefonema do presidente Lula da Silva ao americano Donald Trump.

Se Trump for o esperto que todos acreditam que ele seja, deve ter comemorado o telefonema de Lula como a aceitação do Brasil a continuar sob sua influência. Sabe que o aumento surpreendente do comércio entre Brasil e China se deve à conjuntura e não a algum amor ou submissão do Brasil ao país oriental. Os sojicultores brasileiros vendem o grosso de seus grãos à China e nem por isso são comunistas ou sequer seus “simpatizantes”.

Já passou da hora de desencanar com os já inúteis conceitos de direita e esquerda. Para Trump, “comunistas” não são os chineses, mas os democratas liberais. Para os bolsonaristas, “comunistas” são os liberais nos costumes. Não há mais como distinguir uma coisa da outra. No caso da Amazônia, se a pressão dos EUA por mais segurança contra o crime organizado resultar em mais ação do governo brasileiro em favor do controle da região, quem terá razão serão os 4% que apreciam positivamente a influência norte-americana e não os 88% que detestam os EUA.

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Efeitos amazônicos

Redução do volume de rios, lagos, igarapés, aquecimento das águas, dificuldades de transportes, perdas na pesca e nas plantações já estão sendo relatadas pelas comunidades amazônicas, segundo foi constatado pela Fundação Amazônica Sustentável (FAS) que acaba de lançar o programa Aliança El Nino 2026/2027. O que se observa nas comunidades ribeirinhas do Acre, Amazonas, Rondônia e Pará já indicam claros sinais de um período terrível de estiagem (e junto com a ela as queimadas) nos próximos meses. Em Rondônia, rios pequenos e médios como o Urupá, já estão esticando o bico. É preocupante.

Nossas hidrovias

As principais lideranças das hidrovias do chamado arco norte, formadas pelos Rios Tapajós, Madeira e Solimões reclamam da necessidade de dragagem, algumas já em situações de emergência como ocorre no Oeste do vizinho estado do Pará. Isto é decorrente da redução do nível das águas destes rios gigantes da Amazônia. O próprio Rio Madeira, que banha Porto Velho e expressivos distritos ribeirinhos está prestes a sofrer as consequências da seca e este evento poderá refletir na redução de cargas nas balsas que transportam grãos e outros produtos para Manaus.

Uma epidemia

Constato, com tristeza, a sequência de uma verdadeira epidemia de fechamentos de pequenos estabelecimentos comerciais lojistas em Porto Velho. Como consequência aumentam as placas de aluga-se nas principais avenidas da capital rondoniense. No centro histórico de Porto Velho, a avenidas 7 de setembro e Carlos Gomes estão prejudicadas, padecendo também com problemas de segurança em seus galpões. Pequenos mercados nos bairros também estão fechando suas portas, diante da expansão dos gigantes supermercadistas Gonçalves, Nova Era e Meta. Uma situação preocupante. Os pequenos comerciantes estão se mudando para o Mato Grosso, onde o agronegócio está bombando.

As predadoras

A deputada federal Cristiane Lopes (Podemos-Porto Velho), enfrenta uma carrada de predadoras no seu projeto de reeleição. Entre tantas correndo trecho pelo estado, a vereadora Sofia Andrade (Porto Velho), a ex-deputada federal Jaqueline Cassol (Rolim de Moura), a juíza Euma Tourinho (Porto Velho), a empresária Joliane Fúria (Cacoal), a vereadora Elis Regina (Porto Velho), a vereadora Rosaria Helena (Ouro Preto do Oeste), a advogada Vera Paixão (Vilhena). Cristiane desenvolve um bom trabalho na Câmara dos Deputados e tem forte apelo no meio evangélico, mas este segmento também está muito congestionado com muitos pastores nas paradas.

Os forasteiros

O presidenciável Flavio Bolsonaro e a ex-primeira dama Michele Bolsonaro se uniram para apoiar a candidatura ao Senado   de políticos alienígenas em Rondônia, Santa Catarina e Roraima. O clã Bolsonaro está fazendo uma ofensiva para emplacar no Senado os forasteiros Carlos Bolsonaro, em Santa Catarina. Bruno Bolsonaro Scheidt em Rondônia e o deputado carioca Hélio Negão Bolsonaro em Roraima. Santa Catarina já elegeu um forasteiro bolsonarista na eleição passada ao Senado e agora pode emplacar outro senador com a força do conservadorismo catarinense. Já em Rondônia, Bruno Scheidt até agora não decolou para obter sucesso na eleição de outubro.

Via Direta

*** Mesmo com seus mandatos cassados na Câmara de Vereadores de Porto Velho, os edis Everaldo Fogaça e Adalton de Bandeirantes mantém suas candidaturas a Assembleia Legislativa *** Nenhum deles ficou inelegível com as mudanças ocorridas por problemas partidários e recontagem de votos *** O governadoravel Adailton Fúria (PSD) tem dificuldade em confirmar que os articuladores da sua candidatura foram o ex-senador Expedito Junior e o governador Marcos Rocha. Porque será? Ele deveria ter gratidão aos seus mentores já que é um candidato de ponteira *** É enorme o número de militares, inclusive de coronéis, na disputa de cargos na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. É coisa de louco!

Fonte: CARLOS SPERANÇA
POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)

Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br