Drops da semana: tempo de convenções, Bolsonaro sem visitas e o início do tarifaço
Terminada a Copa do Mundo, as atenções do mundo político se concentram exclusivamente nas eleições de outubro. A mobilização crescente de partidos, candidatos e militantes vai esquentar o debate no país e estimular o engajamento nas redes sociais. As novidades proporcionadas pela Inteligência Artificial potencializam a criatividade dos internautas e desafiam a legislação eleitoral.
Começa nesta segunda-feira, 20, o período reservado pelo TSE para as convenções partidárias. Nesta etapa, que termina no dia 5 de agosto, as legendas aprovam as alianças nacionais e regionais e formalizam os nomes que vão concorrer nas urnas.
Entre os principais candidatos, Flávio Bolsonaro, do PL, deve ser o primeiro a ter o nome lançado para a disputa pelo Planalto. Marcada para o próximo sábado, 25, a convenção pode adiar a escolha do companheiro de chapa do filho de Jair Bolsonaro. Sem conseguir fechar alianças com os partidos do Centrão, o PL deve apostar em uma dobradinha da própria legenda.
Pela programação divulgada, o primeiro partido a realizar a convenção é o PDT, que se reúne nesta segunda-feira, 20, em Brasília. Nas duas últimas eleições, a sigla fundada por Leonel Brizola lançou Ciro Gomes. Em 2026, deve apoiar a reeleição do presidente Lula para um quarto mandato.
Ex-presidente mais isolado
Flávio Bolsonaro terá de passar a campanha eleitoral sem encontrar o pai. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e proibiu o ex-presidente de receber visitas de caráter “político-eleitoral”.
A restrição foi uma resposta de Moraes à divulgação da “Carta aos brasileiros”, tornada pública por Flávio depois de sair da casa do pai. Nos próximos 30 dias, Jair Bolsonaro está autorizado a receber visitas apenas das equipes médicas e fisioterapêuticas e dos advogados, excluído o candidato do PL, por causa da carta.
Na campanha, as decisões de Moraes são usadas por Flávio e aliados para manter o discurso de perseguição da família Bolsonaro pelo STF.
PT confirma Patrus
Depois de uma longa novela, o PT deve lançar nesta semana o deputado Patrus Ananias para o governo de Minas Gerais. Ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro de gestões petistas, Patrus aceitou entrar na disputa depois de duas tentativas frustradas de Lula.
O presidente primeiro apostou no senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que recusou o convite depois de alguns meses de suspense. Depois, Lula quis que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) aceitasse disputar o governo, mas ela resistiu às pressões e será candidata ao Senado.
O ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Junior, do PSB, deve ser escolhido para vice na chapa de Patrus, repetindo a aliança nacional do PT de Lula com o PSB de Geraldo Alckmin.
As sobretaxas dos EUA
Os Estados Unidos começam a cobrar nesta quarta-feira, 22, as sobretaxas de 25% aplicadas às exportações brasileiras, conforme decisão confirmada na semana passada.
Esse é mais um assunto explorado com intensidade no debate eleitoral, com Lula responsabilizando Flávio pela imposição do tarifaço, por causa da campanha puxada nos EUA por Eduardo Bolsonaro, e com o candidato do PL culpando Lula, pelos discursos feitos contra Donald Trump.