Dólar cai para a casa de R$ 4,96 com otimismo sobre avanço nas negociações entre EUA e Irã
O dólar é negociado em queda nesta sexta-feira, 17, no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, em meio ao otimismo dos investidores de que EUA e Irã possam avançar nas negociações por um acordo de paz.
Às 9h32, o dólar à vista caía 0,61%, aos R$ 4,9630 na venda. Veja cotações.
Na quinta-feira, o dólar à vista encerrou com variação positiva de 0,01%, aos R$4,9934.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar que um acordo para acabar com a guerra com o Irã pode ser alcançado em breve, embora o momento permaneça incerto. Segundo ele, representantes dos dois países podem voltar a se reunir no fim de semana. Em outra frente, o acordo de cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel entrou em vigor na véspera.
França e Reino Unido, aliados dos Estados Unidos, se reúnem nesta sexta para discutir a reabertura do vital Estreito de Ormuz.
Essa descompressão dos conflitos no Oriente Médio abria espaço para a queda do barril do petróleo Brent, para a faixa dos US$95, e para o recuo do dólar ante boa parte das demais divisas globais, incluindo o real, com investidores reduzindo posições de proteção.
Às 9h27, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,17%, a 98,042.
Em relatório a clientes, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, pontuou que o índice do dólar está com “tendência de baixa de longo prazo e ameaçando perder a região de 98, fato que beneficiaria ainda mais a moeda brasileira”.
Brent abaixo de US$ 95
Os preços do petróleo recuavam nesta sexta. O barril de Brent caía 4,44%, negociado a US$ 94,98. Já o barril WTI recuava 5,02%, a US$ 89,94.
O ataque israelense-americano ao Irã começou em 28 de fevereiro, matou milhares de pessoas e desestabilizou o Oriente Médio. O conflito também praticamente fechou o Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, ameaçando o pior choque do petróleo da história.
O Fundo Monetário Internacional reduziu nesta semana suas previsões para o crescimento global e alertou que a economia global corre o risco de entrar em recessão se o conflito se prolongar.