Dólar cai a menor valor em um mês; bolsa atinge topo desde maio

9 de setembro de 2026 23

O dólar registrou forte queda e fechou no menor valor em um mês, enquanto a bolsa de valores atingiu o maior nível desde maio. O movimento do mercado doméstico e a alta do petróleo, impulsionada por tensões no Oriente Médio, foram os principais fatores que influenciaram o pregão desta terça-feira.

  • O dólar fechou no menor valor em um mês, cotado a R$ 5,089, com recuo de 0,79%, acumulando queda de 7,28% no ano.
  • O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,20%, atingindo 187.366,84 pontos, seu maior nível desde maio.
  • Os contratos de petróleo subiram devido às tensões no Oriente Médio, com o Brent a US$ 97,92 e o WTI a US$ 93,03.

No pregão, a moeda americana oscilou entre R$ 5,1289 (máxima) e R$ 5,0713 (mínima), impactada tanto pelo ambiente externo favorável a moedas de países emergentes quanto pela movimentação dos mercados locais. Desde 7 de agosto, quando encerrou a R$ 5,084, o dólar não registrava um fechamento tão baixo.

Em setembro, a divisa acumula um recuo de 1,82%, contrastando com a alta de 2,16% registrada em agosto, consolidando uma desvalorização de 7,28% em 2026.

Ibovespa avança e supera maio

O Ibovespa encerrou o dia em 187.366,84 pontos, seu patamar mais elevado desde 4 de maio. Durante a sessão, o índice chegou a 189.487,70 pontos, com mínima em 185.207,66 pontos. O volume financeiro negociado na B3 totalizou R$ 29,76 bilhões.

As ações da Petrobras, de grande peso no índice e as mais negociadas, registraram valorização, seguindo a alta do petróleo no mercado internacional. Os papéis preferenciais subiram 2,08%, e os ordinários valorizaram-se 2,36%. Dados da B3 indicam um fluxo estrangeiro positivo para a bolsa brasileira em setembro, com entrada líquida de R$ 3,9 bilhões nos três primeiros pregões do mês.

Tensão geopolítica eleva preço do petróleo

Os contratos de petróleo registraram alta nesta terça-feira, motivados pelo aumento das tensões no Oriente Médio e por ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 0,9%, fechando a US$ 97,92, seu maior nível desde 23 de julho. Já o barril WTI, referência nos Estados Unidos, ganhou 1,7%, alcançando US$ 93,03, o maior fechamento desde junho.

Os ataques, que atingiram cidades no sul da Arábia Saudita e infraestruturas do setor de energia, intensificaram as preocupações globais sobre o fornecimento de petróleo e os riscos de interrupções no transporte na região do Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial da commodity, permanece como um ponto crítico de preocupação.

Apesar da valorização, os contratos reduziram parte dos ganhos ao longo do dia, refletindo a cautela do mercado quanto aos possíveis impactos de combustíveis mais caros na inflação, nas taxas de juros e no crescimento econômico global.

Da IstoÉ com Reuters.

Fonte: Por Agência Brasil e Redação.K