‘Desculpa frágil’: no TSE, papel de Kassio em meio à crise no STF pesa o clima

22 de setembro de 2026 25

A crise do STF (Supremo Tribunal Federal) tem afetado o ambiente no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), especialmente após o presidente da corte eleitoral, Kassio Nunes Marques, se declarar impedido de atuar no julgamento da investigação sobre o colega Alexandre de Moraes com o argumento de que sua atuação à frente das eleições deste ano poderia ser prejudicada.

O argumento de Kassio de que não se sentia confortável em participar da discussão e, por conseguinte, do julgamento, foi considerado por integrantes do TSE uma “desculpa frágil” do ponto de vista jurídico. Há quem entenda, ainda, que a postura do ministro expõe o tribunal ao associar a crise na Suprema Corte à condução das eleições.

O nome de Kassio Nunes Marques aparece em relatórios produzidos pela Polícia Federal a partir dos dados celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Uma das informações relacionadas ao ministro que aparecem em meio ao escândalo envolve o suposto pagamento de R$ 500 mil ao advogado Kevin de Carvalho Marques, seu filho.

Além de enxergarem fragilidade no argumento de Kassio, colegas dele no TSE sustentam que a “desculpa” apresentada aproxima o tribunal de um vexame. Afora Kassio, outros quatro ministros do STF fazem parte da corte eleitoral: André Mendonça, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin

Fonte: Luciana Lima