Cristina Kirchner denuncia presença de substância tóxica em sua casa após revista judicial

28 de agosto de 2018 512

Carlos Beraldi, advogado da ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, denunciou que, logo após as revistas judiciais na casa da ex-presidente, na última quinta-feira (23) surgiu um suposto “contato tóxico” no endereço que fica na cidade de Buenos Aires.

Por meio de um comunicado publicado no site oficial do atual senador, Beraldi descreveu isso como “um fato de extraordinária gravidade”.

O advogado disse que “o pessoal envolvido nas tarefas domésticas do endereço, entrou no imóvel no mesmo dia das revistas, sábado (25)”, junto com outras duas pessoas.

“Uma vez dentro do apartamento, quando eles estavam tirando as roupas e limpando as prateleiras no quarto, se sentiram tontos, com coceira forte na garganta, olhos e dificuldades respiratórias”, acrescentou.

Segundo o texto, os sintomas persistiram até domingo, quando foram ao hospital para serem tratados. “Após a realização do atendimento, verificou-se que os sintomas surgiram a partir de um contato com alguma substância tóxica que os médicos recomendaram evitar, por todos os meios, através de uma nova exposição ao mesmo ambiente”, disse o advogado acrescentando que a sua cliente não voltou mais ao imóvel.

Irregularidades nas revistas

 

Esta denúncia foi acompanhada de outra que já havia sido levantada em 23 de agosto, quando a busca começou. “Eu fui impedido de acompanhar a revista como advogado de defesa”, lembrou Beraldi, alegando que isto foi uma violação à Constituição.

“Todas essas ilegalidades” foram relatadas à justiça criminal, ao Conselho Judicial, a Law Society e “será encaminhada a cada um dos senadores”.

“Show midiático”

Na última quinta-feira, a justiça argentina começou com as revistas nas casas da ex-presidente e atual senadora Cristina Kirchner. Esta medida é realizada no âmbito da investigação por supostos subornos no caso conhecido como “os cadernos de subornos”.

Como Kirchner ocupa atualmente uma cadeira no Congresso que lhe dá privilégios, foi o próprio Senado que teve que permitir essa intervenção judicial. A votação foi realizada na quarta-feira e foi aprovada por unanimidade, uma vez que a ex-presidente aceitou o pedido para encerrar o que ela descreveu como “show midiático”.

Com informações de La Actualidad