Caso Henry Borel: Jairinho e Monique começam a ser julgados no Tribunal do Júri

25 de maio de 2026 24

O Tribunal do Júri começa a julgar, nesta segunda-feira, os acusados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021. O ex-vereador e então padrasto do menino, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, responde por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação. Já Monique Medeiros, mãe de Henry, será julgada por homicídio por omissão, tortura e coação. As investigações sobre a morte da criança apontaram que Henry teria sido submetido a sucessivos episódios de violência antes de chegar morto ao hospital. Laudos do Instituto Médico-Legal identificaram múltiplas lesões e hemorragia interna, enquanto a polícia reuniu depoimentos e mensagens que indicariam um histórico de agressões anteriores.

Hoje, o processo volta ao centro do debate jurídico com o início do julgamento pelo tribunal do júri. O pai do menino, Leniel Borel, afirma viver uma “batalha permanente”:

— É muito duro para um pai perceber que já há mais tempo de batalha por Justiça do que tempo de vida do próprio Henry. Nenhum pai deveria precisar implorar para que os responsáveis pela morte do filho sejam julgados.

Ao longo da tramitação, as defesas dos acusados apresentaram sucessivos recursos, habeas corpus e alegações de nulidades processuais em diferentes instâncias. Em linhas gerais, porém, o Judiciário manteve os principais marcos da ação penal, incluindo a decisão que submeteu os réus ao Tribunal do Júri.

 

Fonte: Por Henrique Barbi* — Rio de Janeiro