Cármen Lúcia Arquiva Denúncia Anônima Enviada À Polícia Federal Contra Gilmar Mendes
25 de maio de 2018
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Uma denúncia anônima enviada à Polícia Federal pedindo investigação de suspeitas contra o ministro Gilmar Mendes foi arquivada pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, por falta de indícios concretos da prática de crimes que justifiquem a abertura de uma apuração.
Na semana passada, o delegado da Polícia Federal Omar Gabril Mussi encaminhou ao STF o material recebido por e-mail. O texto cita o pedido de impeachment do ministro feito pelo advogado Modesto Carvalhosa ao Senado e afirma que há uma série de irregularidades atribuídas a Gilmar que precisam de esclarecimentos.
O e-mail cita que é “um total absurdo” a venda da faculdade do ministro no Mato Grosso para o governo do Estado e que “esse sujeito viaja para o casamento da enteada no Nordeste com tudo pago pelo STF, ele decide casos onde a mulher é advogada da parte e por aí vai.” O texto ainda diz ter certeza que Cármen Lúcia assinará qualquer autorização para que a PF investigue “o dito cujo”.
“É manifesto o descabimento da presente pretensão, por se tratar de delação apócrifa (denúncia anônima) desacompanhada de documento ou qualquer indício ou meio de prova, que noticie ou demonstre, minimamente, eventual ocorrência de prática ilícita”, escreveu a presidente do STF.
E completou: “O autor mesmo da representação no Senado Federal, advogado Modesto Carvalhosa, cuja petição embasa o presente pedido, ao que consta, não solicitou a instauração de inquérito policial pelos fatos representados. Tais constatações evidenciam, neste momento, ausência de elementos para se iniciar uma apuração”.
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