CANDIDATURA DO MDB MUDA CORRIDA AO GOVERNO DE RONDÔNIA

17 de abril de 2026 121

Pelo menos dois nomes fortes são cogitados para entrar da disputa sendo um deles novo na política e outro com dois mandatos de prefeito

Quem está vendo os nomes que estão sendo apontados para compor nominatas no chamado “Partido Novo” já percebeu que de novo mesmo o partido não tem nada, só o nome. A sigla se encontra alugada por velhas raposas, como Edgard do Boi, ex-prefeito de Porto Velho; Edson Martins, ex-deputado estadual; Luís do Hospital, deputado estadual dispensado pelo MDB; e Luca Esfolador, desterrado herdeiro de Cacaulândia.

Diante desse quadro, por incrível que possa parecer, é exatamente o partido mais antigo, o sexagenário Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que ora aquece as turbinas para inovar no cenário político rondoniense. Pelo menos no que se refere ao cargo de governador, visto que dois nomes novos, um novo na idade, mas já com experiência de dois mandatos de prefeito, e outro novo no cenário eleitoral, mas com um preparo acadêmico e experiência de gestão privada de fazer inveja, que são ventilados para a disputa.

É quase certo que ambos sejam bem aproveitados e que todo o debate interno do partido seja agora apenas no sentido de decidir quem é o cabeça e quem é o vice. O que se pode afirmar é que: 1º) são dois nomes limpos, sem máculas administrativas; 2º) são dois nomes associados ao sucesso de empreendimentos que ganharam e consolidaram notoriedade nos cenários empresarial e institucional de Rondônia; 3º) São dois nomes sem fama de caloteiros, que têm tudo para ser bem-sucedidos.

O MDB inegavelmente tem uma tradição de, quando se organiza internamente, ter sucesso nas disputas pelo governo de Rondônia. Assim foi já por quatro vezes. Só que apenas na primeira vez apresentou chapa puro sangue. Foi em 1986, com Jerônimo Santana e Orestes Muniz de vice, quando o espectro político era mais reduzido. Depois disso vieram mais três vitórias, porém compartilhadas os partidos que indicaram os vices. O PSDB de Aparício Carvalho como vice de Valdir Raupp, o PDT de Airton Gurgacz como vice de Confúcio e o PSB de Daniel Pereira na reeleição.

A grande novidade desta vez, confirmando-se os dois nomes do MDB em um projeto conjunto em que em vez de uma disputa interna se tenha um consenso e uma boa composição, seria ter-se o MDB resgatando sua identidade histórica de partido capaz de encontrar nos próprios quadros nomes capazes de representar os anseios de seus filiados. E nesse sentido livrar-se de Confúcio e fechar com a direção nacional torna-se algo primordial.

Fonte: AOR OLIVEIRA
O QUE DA NOTICIA (AOR OLIVEIRA)